Alcolumbre descarta CPI da Lava Toga e imposto sobre transações financeiras

  • Por Jovem Pan
  • 21/12/2019 07h49 - Atualizado em 21/12/2019 07h54
Pedro França/Agência SenadoDe acordo com Alcolumbre, existe muito 'jogo de cena' e grande parte dos senadores defendem uma 'boa relação' com o poder judiciário

O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, diz que vai manter, em 2020, a mesma postura em relação a CPI da Lava Toga e aos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal adotada ao longo deste ano.

A declaração foi dada em um café da manhã oferecido por Alcolumbre à jornalistas na residência oficial da presidência do senado, nesta sexta-feira (20).

O parlamentar diz que não vai autorizar a investigação sobre decisões de tribunais superiores ou o início de um processo que poderia levar ao impeachment de um dos ministros do STF porque isso seria ruim para o país. “A mesma postura adotada em 2019, vamos trabalhar pelo Brasil. Isso não vai ajudar o Brasil.”

O senador Davi Alcolumbre também falou, durante o café da manhã, sobre as propostas que visam regulamentar a prisão após a condenação em segunda instância.

Segundo ele, 43 senadores assinaram um requerimento pedindo que o projeto de lei, já aprovado pela CCJ da Casa, fique parado – enquanto a Câmara avança com a PEC sobre o mesmo tema.

Se a proposta passar pelo crivo dos deputados até abril, conforme prevê o acordo firmado com o deputado Rodrigo Maia, Alcolumbre acredita que o Senado conclui a votação ainda no primeiro semestre.

Durante o café da amanhã, o senador Davi Alcolumbre também falou sobre os colegas que compõem o grupo Muda Senado.

Os parlamentares, que apoiaram a eleição dele contra Renan Calheiros no início do ano cobram uma postura mais ligada ao anseio popular, o que inclui, justamente, instalar a CPI da Lava Toga, autorizar o processamento de ministros do Supremo e acelerar a prisão após a condenação em segunda instância.

Mas, de acordo com o presidente do Senado, existe muito ‘jogo de cena’ e grande parte dos senadores que, publicamente, cobram dele uma postura mais ‘lavajatista’ em reuniões reservadas defendem uma ‘boa relação’ com o poder judiciário.

Por isso é que Alcolumbre acredita ter respaldo para manter a mesma postura adotada em 2019 ao longo do ano que vem.

*Com informações do repórter Antonio Maldonado