Aliados de Bolsonaro celebram manutenção de Moro no Ministério da Justiça

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2020 10h13
Carolina Antunes/PRO presidente Jair Bolsonaro recuou da ideia de desmembrar o Ministério de Moro

Mesmo de férias, os aliados do presidente Jair Bolsonaro no Congresso comemoraram a decisão de manter Sergio Moro a frente do ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na última quarta-feira, após se reunir com secretários estaduais de segurança, Bolsonaro deixou claro que cogitava a hipótese de desmembrar o ministério. Na ocasião, o presidente disse que, se a separação de fato acontecesse, manteria Moro como titular da Justiça, o que desagradou não só o próprio ministro como diversos aliados.

O recuo, no entanto, foi comemorado por parlamentares que apoiam a gestão e os resultados alcançados pelo ministro ao longo do último ano. É o caso, por exemplo, do líder do PSL no Senado, senador Major Olímpio.

“Desmembrar a parte de segurança pública do Ministério da Justiça seria o fim da administração de Moro como ministro, e teria um grande impacto para todo o contexto do governo neste momento”

Muitos aliados foram às redes sociais para negar que a ideia de desmembrar o ministério da Justiça e Segurança Pública tinha como motivação uma possível insatisfação do presidente da república com o ministro Sérgio Moro.

O líder do governo na Câmara, deputado Vitor Hugo, definiu a informação como “armadilha da esquerda, da extrema imprensa e de todos aqueles que nunca quiseram o bem do País”.

De acordo com a deputada Carla Zambelli, a ideia do desmembramento foi dada por um secretário de segurança de um estado comandado por um político que faz oposição ao governo.

É bom lembrar que o presidente Jair Bolsonaro, ao assumir o cargo, no início do ano passado, fundiu os ministérios da Justiça e da Segurança Pública, que eram independentes na gestão do ex-presidente Michel Temer.

Os resultados alcançados pelo ministro Sergio Moro, no entanto, são inegáveis: dados apontam que uma redução de 22% no número de mortes violentas no país nos primeiros nove meses do ano passado.

* Com informações do repórter Antônio Maldonado.