Aliados defendem aumento do rombo fiscal anunciado pelo Governo

  • Por Jovem Pan
  • 16/08/2017 06h32 - Atualizado em 16/08/2017 11h58
Plenário SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AOS 174 ANOS DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA Foto Luiz Alves - SEFOT-CD Data 21-09-09A medida causou diferentes reações entre os parlamentares. O deputado Darcísio Perondi (PMDB) defendeu o Governo

O alargamento da meta fiscal anunciado pelo Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repercutiu rapidamente no Congresso. O Governo ampliou o rombo previsto para este ano em R$ 20 bilhões. Agora, o objetivo é gastar R$ 159 bilhões a mais do que arrecada.

A medida causou diferentes reações entre os parlamentares. O deputado Darcísio Perondi (PMDB) defendeu o Governo. Na avaliação dele, foi um ato de coragem para evitar um novo aumento de impostos: “Governo corajoso. Ou aumentava impostos ou pedia licença para pedir dinheiro emprestado ao poupador privado para manter serviços”.

Outro forte aliado do presidente Michel Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB), afirmou que a nova meta é consequência da queda da inflação: “estamos, efetivamente, redimensionando o déficit em função de diminuição da arrecadação e da inflação”.

Já para o líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT), o Governo está perdido e paga por gastar mal o dinheiro que tem: “é um Governo que está tonto. Gasta muito e gasta muito mal”.

O reajuste da meta fiscal ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e deve ser votado no mês que vem. Segundo líderes da base aliada, a tendência é que, tirando a oposição, a matéria não sofra grande resistência no parlamento.

*Informações do repórter Levy Guimarães