Aliados temem repercussão de afastamento de vices da Caixa na votação da reforma da Previdência

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2018 06h32
Rovena Rosa/Agência BrasilOs afastados eram indicados de políticos do PP, PR, PRB e MDB, partido do presidente Michel Temer, e agora, segundo os articuladores do Governo, não vai ser nada fácil reorganizar os espaços

Entre os aliados do Governo o temor é de que o afastamento de quatro vice-presidentes da caixa Econômica Federal, possa repercutir de forma negativa nas negociações em torno da reforma da Previdência.

Os afastados eram indicados de políticos do PP, PR, PRB e MDB, partido do presidente Michel Temer, e agora, segundo os articuladores do Governo, não vai ser nada fácil reorganizar os espaços.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o Conselho de Administração da Caixa vai analisar a situação de todos os 12 vice-presidentes do banco: “o novo estatuto vai ser aprovado na sexta-feira (19) e deve prever que todos os diretores terão de passar por critério de avaliação técnica e serem aprovados pelo Conselho”.

Nos Estados Unidos, o presidente da Câmara, Deputado Rodrigo Maia, já admitiu que se a reforma não sair em fevereiro, não deverá ser aprovada esse ano e, em Brasília, o vice-presidente, o deputado Fábio Ramalho, acha que o Governo não deveria tentar levar o assunto à plenário: “essa comunicação não chegou como deveria chegar e queremos reforma mais ampla. A gente tem que colocar isso para a população. A reforma da Previdência deve ser um debate neste ano e no ano que vem tenha uma reforma que foi discutida com toda a população brasileira”.

Ele avaliou como positiva a decisão do presidente Michel Temer de afastar os vice-presidentes da Caixa acusados de corrupção, e que o ideal seria acabar com as indicações políticas nas estatais.

A nova lei das estatais aprovada pelo Congresso no ano passado, proíbe indicações políticas para os cargos de direção e cria ainda regas mais rígidas para compras e licitações.

*Informações da repórter Luciana Verdolin