Aliança define nos próximos dias se vai concorrer em eleições municipais

  • Por Jovem Pan
  • 17/02/2020 06h24
Estadão Conteúdo O plano B seria endossar os candidatos que se concordem em migrar para o Aliança após o vencerem o pleito por outro partido. 

A cúpula do Aliança Pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro pretende criar, deve decidir nos próximos dias se lançará candidatos nas eleições de outubro. A palavra final caberá ao próprio presidente da República, que já sinalizou que pretende se manter neutro nos pleitos municipal — apenas apoiando poucos nomes.

A avaliação é que a possibilidade de eleger alguns prefeitos não compensaria o risco de desgaste para a sigla com eventuais derrotas. Além disso, aliados do presidente tem defendido que o Aliança pelo Brasil não cometa o que definem como “mesmo erro do PSL” ao aceitar pessoas sem “nenhum tipo de filtro”.

E, há, também, um entrave legal que tem de ser vencido antes que a legenda possa participar de qualquer eleição. Para que o Tribunal Superior Eleitoral comece a analisar o pedido de criação do partido, é preciso apresentar uma lista com assinaturas de 492 mil pessoas, reconhecidas em cartório, até o mês de abril.

Até o momento, o sistema do TSE registra pouco mais de mil apoiamentos, mas a expectativa é que esse número cresça bastante nos próximos dias.

Mesmo com a sinalização do presidente de que não quer participar da eleição municipal, a direção do Aliança ainda mantém a previsão inicial de apresentar todas as assinaturas até março, ou seja, dois meses antes do prazo.

O fato é que, apesar de o martelo ainda não ter sido batido, diversos parlamentares aliados do presidente Jair Bolsonaro ouvidos pela Jovem Pan já descartam a possibilidade de o partido disputar as eleições municipais.

O plano B, inclusive, já está em curso: a ideia agora é endossar os candidatos que se concordem em migrar para o Aliança após o vencerem o pleito por outro partido.

*Com informações do repórter Antônio Maldonado