‘Alteração na Lei de Zoneamento não altera densidade habitacional’, afirma secretário

  • Por Jovem Pan
  • 22/11/2019 09h03
CRIS FAGA/ESTADÃO CONTEÚDOFernanda Chucre afirma que os prédios invadidos não estão inclusos nesse programa porque já existe um plano específico

A Prefeitura de São Paulo propôs alterações na Lei de Zoneamento – que prevê edifícios mais altos e uma maior ocupação do centro da capital paulista.

O secretário de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Fernando Chucre, em entrevista ao Jornal da Manhã, falou sobre os planos que já estavam previstos há, pelo menos, cinco anos – no sentido de corrigir e aperfeiçoar instrumentos da Lei e no Plano Diretor em 2019 e 2021, respectivamente.

De acordo com ele, não terão alterações nas zonas da cidade. “Estamos ajustando instrumentos urbanísticos e discutindo questões como gabaritos, que é a altura máxima dos edifícios, em algumas regiões – os chamados miolos de bairro. Não mudaremos a densidade habitacional.”

Para Fernando, isso é necessário porque a Lei de Zoneamento e o Plano Diretor estimularam de maneiras objetiva a construção dos corredores – como na Rebouças e na Consolação. “Isso gerou uma super demanda, uma super concorrência nesses lugares.”

“O que estamos fazendo é criar um ponto de equilíbrio nas regiões que tem infraestrutura para melhorar a atratividade para o setor imobiliário”, explica. Segundo ele um imóvel de 20m² na região da Avenida Rebouças custa cerca de R$ 400 mil – o que elitiza regiões que tem transporte público disponível.

Centro de SP

Fernanda Chucre afirma que os prédios invadidos não estão inclusos nesse programa porque já existe um plano específico. “O Projetos de Intervenção Urbana do Centro de São Paulo trata dos edifícios desocupados e subutilizados, e estão discutindo estratégias para reutilizá-los.

“Os últimos dados do Censo apontam 12 mil unidades desocupadas. Isso é um contrassenso em uma cidade com 400 mil família aguardando uma moradia. E as expectativas são de que a cidade vai crescer mais 700 mil habitantes até 2040. Precisamos incentivas a ocupação da região central”, relata.

Para o secretário, o Centro de São Paulo é relativamente seguro em relação a outros bairros da capital. Porém, questões como a idade dos prédios e a falta de acessibilidade e segurança dos edifícios da região estimularam uma dificuldade da atração de atividades econômicas e de moradia.