Aluguel na praia em janeiro tem diárias que variam entre R$ 165 e R$ 3,1 mil em SP

Mais baratas ficam no litoral sul, como Praia Grande, Itanhaém e Peruíbe, e mais caras no norte, caso de Ubatuba, Ilha Bela e São Sebastião

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2022 13h03 - Atualizado em 05/01/2022 13h08
Guilherme Dionizio/Estadão Conteúdo pessoas andando na praia Movimentação de banhistas na praia do Gonzaga, em Santos, litoral sul de São Paulo

Com o verão a pleno vapor, todo cuidado é pouco na hora de alugar um imóvel para a temporada. Nesta época de férias escolares, as famílias aproveitam o período para viajar. Neste ano 2022, de acordo com uma pesquisa do Conselho de Corretores de Imóveis de São Paulo, o aluguel nas praias em janeiro no Estado tem diárias que variam dependendo da localidade. Há opções para todos os bolsos e necessidades. As mais baratas são as casas de um dormitório com diárias de R$ 165, localizadas em cidades do litoral sul, como Praia Grande, Itanhaém e Peruíbe. Já as mais caras, com quatro dormitórios, apresentam preços que superam a marca de R$ 3,1 mil ao dia. Essas ficam no litoral norte paulista, em Ubatuba, Ilha Bela e São Sebastião.

Com relaxamento das medidas relacionadas à pandemia da Covid-19, as pessoas que passaram por um longo período dentro de casa resolveram extravasar. Tanto é que nem estão se importando muito com o valor das diárias e estão alugando por mais tempo. O presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, fala sobre este novo panorama: “O movimento está muito grande, shopping lotado, restaurantes cheios, praia apinhado de gente, os quiosques lotados. Então, quem chega lá jamais vai imaginar que nós estamos passando ainda por uma pandemia”, diz.

Com o aumento na movimentação, aumentam também as tentativas de fraudes. Quem pretende alugar um imóvel nesta temporada precisa ficar bem atento para não cair em golpes. Muitas famílias acabam fechando o negócio pela internet e, quando chegam ao local, vem aquela desagradável surpresa e a frustração. “Imagina, você está com duas, três crianças, entre 10, 12 anos de idade, todo mundo naquela ansiedade para ir para a praia, chega lá sabe que vai ter que voltar para casa e não vai poder ir para a praia porque foram vítimas e não tem dinheiro para alugar um outro. E mesmo que tivesse [dinheiro], não vai ter outro para alugar nesses momentos de grande movimento. Isso provoca um trauma numa família, um desajuste tremendo, que as pessoas acabam se desentendendo, ‘a culpa é tua, a culpa é dele’, e vira aquela confusão e estraga a vida de do mundo. Esse é o dano que não tem reparação”, afirma Viana Neto. Uma das dicas é procurar uma imobiliária e, se possível, visitar o imóvel antes de concretizar o acordo para saber se, realmente, é aquilo que procura e se tudo está funcionando de maneira adequada. Caso não possa vistoriar o local, o interessado deve pedir ao corretor que envie fotos.

*Com informações do repórter Daniel Lian