Amoêdo defende isolamento: ‘Economia tomou um golpe pelo vírus, não pela quarentena’

  • Por Jovem Pan
  • 02/04/2020 09h53 - Atualizado em 02/04/2020 09h59
Johnny Drum/Jovem PanO ex-presidente do partido Novo, afirmou ainda que Bolsonaro e os governadores devem deixar de lado os debates e pensar nas pessoas

Para o fundador e ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, a quarentena não é a verdadeira responsável pela crise econômica que começa a afetar os empresários do Brasil.

Durante entrevista ao Jornal da Manhã desta quinta-feira (2), o empresário opinou que considera que o avanço do coronavírus foi quem “golpeou” a economia, não as medidas de isolamento, defendidas por Amoêdo.

Para o conselheiro da Fundação Brasil Novo, é preciso entender que, neste momento, mesmo com uma possível suspensão do período de isolamento no país, não há garantias de que a economia seria beneficiada.

“Liberar a população não vai necessariamente melhorar a economia. Seria sem sentido pensar que se houvesse (a liberação) as pessoas iriam para a rua. Precisamos fazer as medidas para ajudar as empresas, mas não é com o fim do isolamento. Pelo contrário, esse é o momento de ser duro.”

João Amoêdo acredita que o momento é de preocupação com os cidadãos sem elencar prioridade entre a saúde e a situação econômica do país.

“A gente deveria mudar um pouco da preocupação, agora precisamos pensar no cidadão. Então é preciso ser falado o que devemos fazer. Não tem jeito, tem que ser por meio do governo.”

Com isso, o empresário considera que o posicionamento inicial do presidente Jair Bolsonaro frente à pandemia foi irresponsável, pois “não deu sinalização à população de como é grave o coronavírus e fundamental o isolamento”.

O ex-presidente do partido Novo, afirmou ainda que Bolsonaro e os governadores devem deixar de lado os debates e pensar nas pessoas.

“O presidente fomentou esse debate eleitoral e alguns governadores usam isso como palanque. Temos uma situação grave. O presidente deveria ser exemplo, esquecer 2022 e pensar no lado da vida das pessoas.”

João Amoêdo reconheceu como um “bom trabalho” as ações econômicas adotas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e defendeu o uso do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral para enfrentamento da covid-19.