ANPR sai em defesa de membro da força-tarefa da Lava Jato processado por Lula

  • Por Jovem Pan
  • 09/01/2018 07h09 - Atualizado em 09/01/2018 07h09
Reprodução/PFA Associação Nacional dos Procuradores da República ainda declarou pleno apoio à atuação e ao direito de expressão do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima

Associação Nacional dos Procuradores da República critica recomendação do corregedor Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel Moreira, que recomendou ao procurador Carlos Fernando dos Santos Lima evitar menções em redes sociais e na esfera privada a pessoas investigadas pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (08), a associação apontou que a medida configura censura, e destacou que o próprio corregedor reconheceu que não existiu qualquer irregularidade na atuação de Carlos Fernando.

A recomendação de Orlando Rochadel de Oliveira foi dada em decisão do Conselho Nacional dos Ministério Público que arquivou representação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou o procurador de violar regras de conduta em postagens relacionadas ao petista em redes sociais.

No despacho, Oliveira afirma que o objetivo da recomendação é preservar a integridade, a solidez, a isenção e a credibilidade como valores no exercício das funções ministeriais.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, criticou a recomendação do corregedor: “o que ele fez chamando de recomendação, mas que ele tornou pública, soou para todos nós como um puxão de orelha. Isso é incabível para um cidadão e muito mais ainda para um agente de Estado”.

O procurador regional da República, José Robalinho Cavalcanti, destacou que tem profundo respeito pelo corregedor nacional Orlando Rochadel de Oliveira, apesar da decisão considerada equivocada.

A Associação Nacional dos Procuradores da República ainda declarou pleno apoio à atuação e ao direito de expressão do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, e indicou ter confiança que o corregedor nacional Orlando Rochadel Moreira irá revisar o ato.

*Informações do repórter Matheus Meirelles