Anvisa inicia análise de soro do Instituto Butantan contra a Covid-19

Cerca de 3 mil frascos já estão prontos para o início dos testes em humanos; após esta etapa, se comprovada a eficácia, o composto poderá ser usado para conter o avanço da doença

  • Por Jovem Pan
  • 05/03/2021 11h35 - Atualizado em 05/03/2021 14h58
SUAMY BEYDOUN/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOO Instituto Butantan estuda a alternativa desde o segundo semestre do ano passado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já está analisando pedido do Instituto Butantan para iniciar os testes clínicos em humanos do soro contra a Covid-19. Segundo a agência reguladora, ainda falta o “protocolo clínico do estudo”, considerado o principal item para viabilizar a etapa. A expectativa é que o envio seja feito até a próxima semana. A diretora do Centro de Desenvolvimento e Inovação do Butantan, Ana Marisa Tavassi, comenta os resultados positivos do trabalho desenvolvido. “O soro foi capaz de impedir que o vírus entrasse nas células, se reproduzisse. Não teve atividade tóxica nos testes que foram realizados. O Butantan tem toda uma capacidade de produção, tem muitos profissionais para isso, tecnologia nacional, o antígeno também está aqui sendo preparado pela gente.”

Cerca de 3 mil frascos de soro já estão prontos para o início dos testes em humanos. Após esta etapa, caso apresente a eficácia esperada, o composto poderá ser usado para tratar pacientes infectados com sintomas, visando bloquear o avanço da doença. O material, desenvolvido a partir do plasma sanguíneo do cavalo, pode impedir que os sintomas da infecção se agravem, já que o soro forneceria anticorpos contra a Covid-19. O Instituto Butantan estuda a alternativa desde o segundo semestre do ano passado. No Brasil, o Instituto Vital Brasil, localizado no Rio de Janeiro, também desenvolve um soro parecido. No entanto, até o momento, não há previsão de quando a droga poderá chegar ao mercado.

*Com informações da repórter Caterina Achutti