Apesar de falha, Israel deve tentar levar nave à lua mais uma vez até 2022

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2019 07h23 - Atualizado em 12/04/2019 10h30
Divulgação/NASADepois da confirmação da queda, Benjamin Netanyahu declarou que “se você não tem sucesso na primeira vez, você tenta novamente”

Após missão falhar, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu levar nave à lua até 2022.

O líder acompanhou a tentativa de pouso da sonda não tripulada Beresheet, nesta quinta-feira (11). O módulo teve sucessivas falhas em um dos motores no momento em que tentava fazer um pouso suave, e acabou se chocando com o astro.

A missão custou cerca de 100 milhões de dólares, um valor baixo para projetos do tipo.

Trata-se da primeira operação espacial privada com o objetivo de levar uma sonda à superfície lunar, com a supervisão da Agência Espacial Norte-Americana. Apenas missões governamentais da antiga União Soviética, dos Estados Unidos e da China chegaram à lua.

A princípio, não se sabia se a nave havia apenas perdido a comunicação ou de fato caído.

A organização sem fins lucrativos que coordena a operação confirmou em rede social que o país “chegou perto, mas não teve sucesso com o processo de pouso”.

Uma foto tirada a cerca de 21 quilômetros da lua foi divulgada nas redes sociais.

Depois da confirmação da queda, Benjamin Netanyahu declarou que “se você não tem sucesso na primeira vez, você tenta novamente”.

Apesar da falha, Israel, com cerca de nove milhões de habitantes, se tornou o sétimo país a orbitar a lua. Enquanto isso, o foguete Falcon Heavy, considerado o mais poderoso do mundo, realizou nesta quinta-feira a primeira missão comercial.

A nave, que saiu da plataforma 39A, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, de onde partiram missões lunares e ônibus espaciais, transportou o satélite de telecomunicações saudita Arabsat-6A.

Trata-se da segunda decolagem do Falcon Heavy. No início do ano passado, o foguete da SpaceX colocou um automóvel da Tesla na trajetória da órbita de Marte.

*Informações do repórter Matheus Meirelles