Apesar de necessária, volta às aulas presenciais exige cautela, avaliam especialistas

Atualmente, Estados e prefeituras têm autonomia para decidir sobre o funcionamento das escolas municipais, estaduais e particulares

  • Por Jovem Pan
  • 26/03/2021 10h01
BRUNO ROCHA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDOEspecialista em educação Sueli Conte explica que as crianças menores, de até nove anos, são as mais prejudicadas

Com o avanço da pandemia de Covid-19 no país, escolas que tinham retornado às aulas presenciais precisaram fechar as portas mais uma vez. Algumas cidades e Estados brasileiros, no entanto, decretaram os serviços educacionais como atividades essenciais, ou seja, que não devem ficar sem funcionar. É o caso do Rio Grande do Sul e de Natal, capital do Rio Grande do Norte, por exemplo. No exterior, Alemanha, França e Inglaterra foram alguns dos países que também decidiram não fechar as escolas mesmo durante o lockdown. A especialista em educação Sueli Conte explica que as crianças menores, de até nove anos, são as mais prejudicadas. “Cada vez mais nós estamos tendo crianças com muitos problemas emocionais, muitas crianças desenvolvendo uma ansiedade imensa, crianças com problemas de sono. Cada um tem um ponto e os pais também, então eles não têm mais paciente, não aguentam ficar em casa e não foram instruídos para dar aula em casa.”

A diretora de um colégio em Curitiba, no Paraná, onde as aulas presenciais estão suspensas, destaca que o retorno tem que ser uma decisão conjunta entre escola, governo e comunidade. Jacqueline Daraia afirma que a volta para a sala de aula é benéfica para os alunos, mas deve ser feita com cautela. “Em um mês a gente já sentiu uma evolução de algumas crianças que por alguns motivos não tinham acontecido no online. O principal, nesse momento, é termos cautela, entender o que está acontecendo, avaliar a situação, a escola sozinha não toma decisões”, afirma. Atualmente, Estados e prefeituras têm autonomia para decidir sobre a abertura ou não das escolas municipais, estaduais e particulares.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini