Apoio à reforma da Previdência em 1998 não causou impacto em eleição

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2017 07h55 - Atualizado em 15/08/2017 14h15
BRA100. BRASILIA (BRASIL), 12/04/2017 - Vista de la Cámara de Diputados vacía hoy, miércoles 12 abril de 2017, en Brasilia (Brasil). Las investigaciones autorizadas por supuesta corrupción contra ocho ministros y decenas de legisladores de 14 partidos abrieron hoy otra fase de la aguda crisis política brasileña y dejaron contra la pared al Gobierno de Michel Temer. Además de ocho ministros y decenas de parlamentarios, en la lista de sospechosos están 12 de los 27 gobernadores del país y los cinco expresidentes brasileños vivos: José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) y Dilma Rousseff (2011-2016). EFE/Joédson AlvesNo caso da década de 1990, a proporção de eleitos foi maior entre os que votaram a favor da proposta

Estudo do Senado mostra que posicionamento de deputados sobre a reforma da Previdência em 1998 não impactou eleição do mesmo ano. Na época, a reforma não passou por apenas um voto.

E quase 20 anos depois, com uma nova proposta na mesa, alguns parlamentares evitam o assunto com medo de um desgaste político.

Deputados da base do presidente Michel Temer dizem ter medo de aprovar as mudanças na aposentadoria antes das eleições de 2018.

No caso da década de 1990, a proporção de eleitos foi maior entre os que votaram a favor da proposta.

O cientista político e professor do Insper, Fernando Schuler, acredita que não há uma relação direta entre a votação e a decisão do eleitor: “não é uma relação direta. Muitos deputados que têm posicionamento de representação regional, base política e que não são propriamente deputados programáticos”.

Assim com o professor, o documento menciona que a votação não pode ser considerada fator determinante para a vitória nas urnas. De acordo com o estudo, os fatores que tiveram impacto positivo nas chances de vitória dos candidatos em 98 foram:

– os gastos de campanha, a proporção de recursos e emendas de cada deputado executadas pelo governo;

– também o pertencimento a um partido da base, a participação em cargo na Mesa Diretora, e o total de votos do parlamentar na eleição anterior.

Os pontos negativos destacados são as mudanças de partido durante o mandato e a participação em comissão especial.

A reforma da previdência de Temer foi enviada ao Congresso em dezembro do ano passado.

O relatório do deputado Arthur Maia foi aprovado na comissão especial em maio, mas ainda não virou pauta no Plenário.

*Informações da repórter Marcella Lourenzetto