Apoio emocional é fundamental para vida saudável de mulheres com diabetes, aponta especialista

De acordo com a OMS, 199 milhões de pessoas do sexo feminino vivem com a doença no mundo; grupos de ajuda podem amplificar o efeito do tratamento

  • Por Jovem Pan
  • 22/05/2021 13h25 - Atualizado em 22/05/2021 14h34
Marcos Santos/USPA diabetes atinge 8,5 milhões de mulheres no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde

Fabiana Couto recebeu o diagnóstico de diabetes aos 13 anos e teve dificuldade em aceitar que tinha a doença. Por algum tempo, ela chegou a negligenciar cuidados importantes para quem tem essa condição. Tudo mudou quando encontrou apoio em outras mulheres com diabetes. “A gente teve uma atitude muito prática: precisa começar o tratamento, ir no médico endocrinologista e usar a insulina. E o lado emocional ficou muito esquecido. Quando você não está bem emocionalmente, é difícil de você fazer atividade física, de você comer bem. Essa descarga emocional afeta, sim, a questão do estilo de vida e o diabetes”, conta. Foi assim que ela criou um grupo de ajuda, a rede Divabética, que além de realizar encontros entre essas mulheres, também promove campanhas e conteúdo online educativo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 199 milhões de mulheres vivem com diabetes no mundo. No Brasil, são 8,5 milhões, ou seja, quase 8% das mulheres brasileiras, segundo dados de 2020 do Ministério da Saúde. A endocrinologista Denise Reis Franco destaca que o apoio emocional para elas é realmente importante e que impacta diretamente no tratamento médico. “Eu tenho que individualizar o meu tratamento também nutricional e introduzir atividade física. E eu costumo dizer que atividade física é um remédio. Para a pessoa que tem diabetes, ela vai aumentar a ação da insulina e, além disso, eu posso diminuir até as doses de remédio porque eu estou me exercitando”, explica Denise. A especialista lembra que comportamentos saudáveis não ajudam apenas o diabetes, como também auxiliam diversos tratamentos e ainda previnem outras doenças crônicas, como o câncer. Vale, também, ficar atento a fatores genéticos, como parentes próximos que tenham a condição, e fatores de risco, como pressão ou colesterol alto.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini