Após 11 dias de greve, Porto de Santos volta aos trabalhos

  • Por Jovem Pan
  • 01/06/2018 08h30
EFE/Sebastião MoreiraGovernador Márcio França ofereceu França ofereceu o parcelamento do IPVA dos caminhões em seis vezes e a garantia de que os caminhoneiros autônomos vão contar com 10 pontos de parada nas rodovias, sendo 4 no Rodoanel

O último foco da greve dos caminhoneiros no Estado de São Paulo chegou ao fim na noite desta quinta-feira (31). A decisão foi tomada em assembleia realizada pelos caminhoneiros autônomos pouco depois de uma reunião com o governador de São Paulo, Márcio França, no Palácio dos Bandeirantes.

Na negociação, França ofereceu o parcelamento do IPVA dos caminhões em seis vezes e a garantia de que os autônomos vão contar com 10 pontos de parada nas rodovias, sendo 4 no Rodoanel, onde terão à disposição locais de abastecimento com diesel até 15% mais barato. Na quarta-feira, já havia sido acordado o fim da cobrança do eixo erguido nas rodovias paulistas.

O governador Márcio França destacou a importância do diálogo e afirmou que agora o país volta à normalidade.

Também nesta quinta-feira, os pretoleiros da Baixada Santista decidiram suspender a greve iniciada no meio da semana, mobilizada em apoio à paralisação dos caminhoneiros.

A decisão foi tomada após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) aumentar de R$ 500 mil para R$ 2 milhões a multa aplicada às entidades dos petroleiros que aderissem ao movimento.

Apesar do encerramento da greve dos caminhoneiros no Porto de Santos, agentes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha devem continuar na região.

Antes do fim da greve no Porto dos Santos, o comandante do Exército, general Alexandre Porto, destacou que a atuação de agentes da Aeronáutica, do Exército e da Marinha no local devem continuar. “Não temos data para encerrar essa operação. A data de encerramento será dada pelo comandante militar do Sudeste. Vamos atuar por tempo determinado”, disse Porto

O general ressalta que as Forças Armadas atuam do lado de fora do Porto de Santos, para manter a ordem e evitar que novas manifestações ocorram.

Os 11 dias de greve dos caminhoneiros causaram um prejuízo estimado em mais de R$ 370 milhões, o equivalente a 250 mil toneladas de mercadorias que não circularam no Porto de Santos.