Após anos de atraso e indefinição, Comperj será retomado com outra finalidade

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2019 07h58
Divulgação/PetrobrasA perspectiva é de que a empresa possa viabilizar esse projeto, que está em fase final de estudos, a partir de 2021

Depois de anos parado, o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro vai sair do papel com uma nova configuração. Não será uma unidade petroquímica, tampouco uma refirmaria de Petróleo.

Segundo fontes da estatal, no local funcionará uma unidade de produção de lubrificantes que vai estar conectada a Reduc – a refinaria de Duque de Caxias que fica na Baixada Fluminense.

Um duto vai interconectar o Comperj ao Reduc. Atualmente, o Brasil importa todo o lubrificante consumido por veículos leves e pesados – mas, de acordo com a Petrobras, é um mercado com bastante potencial de crescimento.

A perspectiva é de que a empresa possa viabilizar esse projeto, que está em fase final de estudos, a partir de 2021. Menos de R$ 1 bilhão deve ser investido.

Nesta segunda-feira (9) o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, chegou a taxar o Comperj como um “cemitério de corrupção”. Ele foi construído durante o governo do Partido dos Trabalhadores, em 2008, e foi um dos alvos da Lava Jato no Estado. A obra está parada desde 2015.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga