Após Brexit, UE quer continuar com acesso irrestrito às águas do Reino Unido

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 17/02/2020 08h37 - Atualizado em 17/02/2020 09h01
EFEO ministro francês, que se pronunciou sobre o assunto no domingo, também disse que dificilmente um acordo bilateral será firmado em 2020

A cidade de Manchester, no norte da Inglaterra, também foi atingida pela tempestade Dennis. Mas o pior mesmo ocorreu no sul e no País de Gales. A tempestade que aguiniu o Reino Unido nas ultimas 18 horas, principalmente no fim de semana, levou muita destruição e centenas de pontos de alagamento.

Na Escócia, o pais vem sofrendo muito com essas tempestades. Uma semana antes, outra chuva já tinha atingido a Grã Bretanha. E, é claro, o transporte publico é um dos ponto principais de transtornos para os britânicos quando as tempestades atingem o país. Apenas no domingo (16) foram cancelados 170 voos na Inglaterra.

Felizmente, os números de vitimas são baixos. Uma pessoa desaparecida no Sudeste ainda é procurada, mas, fora esse caso, não existem números em larga escala de vitimas ou desabrigados.

Acordo comercial

No lado politico, a preocupação no Reino Unido é com as negociações com a União Europeia para um acordo de livre comércio após o Brexit. Esse assunto vem dominando o noticiário nos últimos dias e o ministro do Exterior francês chegou a declarar que os dois países vão acabar “se destroçando” porque cada lado tem uma visão de como o acordo deve ser firmado

Um dos pontos principais é a questão da pesca. Os europeus querem continuar tendo acesso irrestrito às águas que pertencem ao pedaço do oceano do Reino Unido porque 30% dos peixes comercializados na França, pescados pela industria local, vem das águas britânicas. O Reino Unido, desfiliado do bloco, não quer dar o acesso aos vizinhos. Apenas nesse ponto já haverá muitos impasses.

O ministro francês, que se pronunciou sobre o assunto no domingo, também disse que dificilmente um acordo bilateral será firmado em 2020. Lembrando que o Reino Unido se desfiliou da União Europeia, mas está no período de transição — ou seja, segue cumprindo as regras do bloco ate o final do ano.

Esse período deveria estar sendo usado para negociações, para encontrar caminhos sobretudo para o comércio entre os dois lados do Canal da Mancha. Mas, ao que tudo indica, como tudo que envolve o Brexit, esse período de negociações vai ser bastante intenso e cheio de impasses pelo caminho.