Após cancelar a viagem a Nova Iorque, Bolsonaro volta a ser atacado pelo prefeito da cidade

As críticas contra Bolsonaro geraram reações

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2019 06h57
Marcos Corrêa/PR"Não fiquei surpreso – valentões geralmente não aguentam um soco”, escreveu de Blasio no Twitter

O prefeito de Nova Iorque, Bill de Blasio, comemorou neste final de semana o cancelamento da viagem do presidente Jair Bolsonaro, que iria à cidade receber o prêmio de Pessoa do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

No Twitter, em inglês, Blasio escreveu: “Bolsonaro aprendeu do jeito difícil que nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós expusemos sua intolerância. Ele correu. Não fiquei surpreso – valentões geralmente não aguentam um soco”.

Em outra postagem, o prefeito completou dizendo que “o ataque de Jair Bolsonaro a direitos LGBTQ e planos destrutivos para o nosso planeta se refletem em vários líderes, inclusive nos Estados Unidos”.

As críticas contra Bolsonaro geraram reações.

Também no Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que o prefeito de Nova Iorque critica a intolerância de Bolsonaro, mas age da mesma forma. Maia afirmou que discorda em muitas coisas do presidente na agenda de valores, mas que não há saída para os nossos desafios sem diálogo e respeito.

Já o vice-presidente, General Hamilton Mourão, em um evento no Rio Grande do Sul, comentou o episódio, dizendo que se trata de uma disputa interna da política americana.

A entrega do prêmio a Bolsonaro estava marcada para o dia 14 de maio. Inicialmente, a cerimônia seria no Museu de História Natural de Nova Iorque, que cancelou o evento, depois de ser anunciada a escolha do presidente brasileiro como homenageado.

Outros lugares foram procurados pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, mas não aceitaram a proposta. O Hotel Marriot Marquis, que, no final, foi anunciado como local da festa, passou a ser atacado nas redes sociais e foi alvo até de um abaixo-assinado para que cancelasse o evento.

Ao anunciar, em nota, na semana passada, que Bolsonaro não iria mais a Nova Iorque, o porta-voz da Presidência, o general Otávio do Rêgo Barros, declarou que a viagem foi cancelada porque “ficou caracterizada a ideologização da atividade”.

*Informações do repórter Vitor Brown