Após depoimento de acusadora, indicado de Trump à Suprema Corte chora e nega abuso sexual

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2018 07h00 - Atualizado em 28/09/2018 07h59
EFETrump disse que o testemunho do juiz foi poderoso, honesto e fascinante e também criticou os democratas

O indicado de Donald Trump para a Suprema Corte dos Estados Unidos prestou depoimento e alegou ser inocente das acusações de assédio sexual.

Após depoimentos emocionados, o Senado ficou praticamente dividido. O julgamento que parou os Estados Unidos durou mais de nove horas. As duas versões distintas da história foram contadas diante da comissão jurídica do Senado, que deve determinar se Brett Kavanaugh pode assumir o cargo na Suprema Corte.

A professora Christine Blasey Ford acusa o juiz por um episódio de assédio sexual que aconteceu há mais de 30 anos. Visivelmente abalada, a professora narrou os fatos daquele dia. Com “cem por cento de certeza”, ela disse que Brett e o amigo Mark Judge estavam bêbados e a empurraram para dentro de um quarto durante uma festa.

Ela conta que tentou gritar, mas Brett tapou a boca dela para impedi-la. A doutora Ford disse que conseguiu fugir quando os três caíram da cama.
Poucas horas depois, o juiz Kavanaugh fez sua defesa, e chorou em algumas partes do depoimento. Ele alegou que nunca assediou ninguém e atacou diretamente os democratas.

Além da doutora Ford, outras duas mulheres acusaram o juiz de assédio. Logo após a sessão, o presidente Donald Trump se manifestou no Twitter. Ele escreveu que o juiz Kavanaugh mostrou para os Estados Unidos exatamente porque o nomeou.

Trump disse que o testemunho do juiz foi poderoso, honesto e fascinante e também criticou os democratas, dizendo que a estratégia de destruição deles é vergonhosa e que o processo tem sido uma total farsa, além de um esforço para atrasar, obstruir e resistir.

A expectativa é de que os senadores tomem uma decisão nesta sexta-feira (28).

A confirmação do nome de Kavanaugh também pode significar uma maioria conservadora por décadas na Suprema Corte, que hoje está empatada com quatro juízes progressistas e quatro conservadores.

*Informações da repórter Marcella Lourenzetto