Após ‘frustração’, Governo quer tornar leilões de petróleo mais atraentes

  • Por Jovem Pan
  • 08/11/2019 07h22
Divulgação - PetrobrasNo ano que vem serão, pelo menos. dois leilões organizados pelo Governo: um de concessões e outro de partilha - que, ao que parece, está com os dias contados

Depois dos resultados decepcionantes e frustrantes de leilões nesta semana, o Governo já estuda possibilidade de mudanças e reavaliação de critérios para tornar os certames de 2020 mais atraentes.

No ano que vem serão, pelo menos. dois leilões organizados pelo Governo: um de concessões e outro de partilha – que, ao que parece, está com os dias contados.

Nesta semana, no Rio de Janeiro, foram realizados dois leilões no regime de partilha de produção e o excedente da cessão onerosa. Em ambos, não houve a presença esperada de empresas estrangeiras, disputa, concorrências e as áreas saíram pelos valores mínimos propostos. Além disso, a Petrobras foi a protagonista nos dois certames.

O Ministro de Minas e Energias, Bento Albuquerque, disse à Jovem Pan que os parâmetros precisam ser reavaliados para que, no futuro, os leilões sejam mais atraentes. “O regime de exploração, os parâmetros econômicos, a metodologia, o processo como um todo. É isso que estamos avaliando.”

Depois de ter sido a salvação do leilão do excedente da cessão onerosa, com gasto por dois blocos que somam R$ 64 bilhões, a Petrobras foi uma espécie de vilã no leilão desta quinta-feira (7) – a 6ª rodada do regime de partilha de produção.

Isso porque a estatal de petróleo tinha, antecipadamente, manifestado direito de preferencia em três blocos. Na hora do certame, ela exerceu o direito em apenas uma área.

O diretor geral da ANP, Décio Oddone, afirmou que a manifestação da Petrobras pode, de certa forma, ter afugentado a participação de outras empresas no leilão.

“Isso inibe a formação de consórcios, porque é mais difícil que um grupo de empresas se una para apresentar uma oferta sabendo que, mesmo que vencedora, a Petrobras tem direito de desbancar e diluir para entrar com participação de 30%.”

Segundo fontes do Governo, essa atuação da Petrobras no leilão vai acelerar ainda mais a ideia de, no futuro, acabar com o privilégio dado à estatal brasileira.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga