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Após impedir embarque de cão de criança autista, TAP alega que decisão judicial viola manual de operações de voo

Decisão da 5ª Vara Cível de Niterói determinava o transporte do animal na cabine da aeronave; empresa ofereceu alternativas de transporte, que foram recusadas pela tutora, e destacou que a criança não viajaria no voo

Victor Trovão

Voo é cancelado após TAP não embarcar cão de criança autista
Voo é cancelado após TAP não embarcar cão de criança autista Reprodução/Redes

No último sábado (24), um voo da TAP, que estava programado para partir do Rio de Janeiro com destino a Lisboa, foi cancelado devido a uma controvérsia envolvendo um cão de serviço. A companhia aérea se recusou a permitir que o cão, chamado Ted, embarcasse na cabine. Ted é um cão de serviço essencial para uma criança de 12 anos com autismo não verbal, ajudando-a a controlar crises. A tutora do cão possuía uma autorização judicial para o embarque, apesar de o certificado veterinário internacional do animal estar prestes a expirar. Em resposta, a TAP afirmou que a decisão judicial violava seu manual de operações de voo, comprometendo a segurança a bordo, e por isso optou por cancelar o voo. A empresa ofereceu alternativas de transporte para o cão, que foram recusadas pela tutora, e destacou que a criança não viajaria nesse voo.

Luciana Brites, psicopedagoga e CEO do Instituto Neurosaber, explicou a importância dos cães de serviço para crianças com autismo. Segundo Brites, o autismo é um transtorno de comunicação que pode se manifestar em diferentes níveis, e a interação com animais pode ser fundamental para a comunicação de crianças não verbais. Ela destacou que os animais podem melhorar a abordagem comportamental dessas crianças. Dados do IBGE de 2022 indicam que o Brasil possui 2,4 milhões de diagnósticos de autismo, com maior prevalência entre meninos e crianças de 5 a 9 anos. Brites ressaltou que o aumento dos casos é uma tendência global e que o diagnóstico precoce é crucial, assim como o acesso a informações de qualidade.

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A psicopedagoga também abordou o impacto emocional do diagnóstico de autismo nas famílias. Ela destacou que o diagnóstico pode ser um momento de luto, onde as famílias precisam ressignificar suas expectativas e buscar apoio profissional. Brites enfatizou a importância de um acompanhamento adequado e da inclusão escolar, já que a escola também é impactada pelo transtorno. As causas do autismo ainda não são totalmente compreendidas, envolvendo fatores genéticos e ambientais. Brites mencionou que a idade avançada dos pais pode ter alguma relação com o aumento dos casos, mas reforçou a importância de um dia de cada vez e de um suporte contínuo para as famílias afetadas.

*Com informações de Camila Yunes 

 

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*Reportagem produzida com auxílio de IA