Após perder a guarda, mãe some com a filha; pai está sem notícias há seis meses

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2019 07h44 - Atualizado em 24/09/2019 09h54
Reprodução/Arquivo PessoalTrês tentativas de busca e apreensão já foram realizadas

O comerciante Dikran Djrdrjan, de 41 anos, mora na cidade de Santos e vive um momento bastante conturbado em sua vida. Ele não sabe o paradeiro da sua filha, hoje com 5 anos, que foi levada pela mãe e desapareceu há cinco meses.

Em março desse ano, Dikran ganhou a guarda de Katherine, mas sua ex-mulher se nega a entregá-la. “A mãe se evadiu com a criança e hoje eu não sei do paradeiro delas. Pessoas da sociedade tentam colaborar com informações, algumas antigas, outras um pouco mais recentes, mas fatos concretos ainda nós não temos. Existe um inquérito aberto em uma delegacia de Santos, onde então sendo investigados os fatos, mas eu ainda não tenho nada concreto do que está acontecendo”, conta o pai.

Dikran e a ex mulher se separaram em 2015, quando a filha tinha 7 meses. Na época, ele alegava que não podia ter contato com a filha, tirá-la de casa ou apresentá-la aos pais. O comerciante diz que, desde que sua filha nasceu, a ex-mulher passou a ter algumas restrições médicas e desenvolveu fobia por tratamento, dizendo que a criança tem uma doença chamada miopatia mitocondrial, mas que ela nunca conseguiu comprovar.

“Um pouco de entendimento comum você entende que, se alguém tem algum tipo de doença ou restrição, você tem que procurar um maior conhecimento, e o que me chamou a atenção e começou a se tornar estranho foi o fato de eles não permitirem que eu fosse ao pediatra junto com a família, então cercando até o meu direito de saber o que estava acontecendo com a doença. Eram fatos falados, mas nunca comprovados, eu nunca vi um exame”, relembra.

Na decisão judicial sobre a guarda da criança, no começo do ano, o relator defere a antecipação da tutela recursal, invertendo-se a guarda da menor, atribuindo-a ao genitor, ficando autorizada a busca e apreensão da criança. Segundo Dikran, já foram realizadas pelo menos três tentativas de busca e apreensão, mas a polícia ainda não localizou a menina.

“Me deixa estarrecido tentar lutar por anos e anos a fio e ainda não ter um posicionamento do que etá acontecendo na vida da minha filha, tanto de desenvolvimento mental, coordenação, psicológico, saber como ela fala, o que ela pensa, como ela age. Isso eu nunca imaginei que eu estaria sem essas informações”, diz.

O Ministério Público (MP) encaminhou para o 7º Distrito de Polícia de Santos um pedido de inquérito policial, solicitando esclarecimento dos pais e uma Ordem de Serviço para localização da menor.

*Com informações da repórter Victor Moraes