Apreensão de drogas pela Receita em portos e aeroportos é recorde em 2019

  • Por Jovem Pan
  • 06/03/2020 06h51
Divulgação/Receita FederalO balanço apontou ainda que a Receita Federal reduziu em 54% o prazo médio para liberação de produtos para exportação nos portos

A apreensão de cocaína nos portos e aeroportos foi recorde no Brasil em 2019. De acordo com o Balanço Aduaneiro, divulgado pela Receita Federal, foram interceptadas 57 toneladas da droga no ano passado. O total é 82% maior do que o registrado em 2018, quando foram interceptadas 31 toneladas.

Para o subsecretário de Administração Aduaneira, Fausto Vieira Coutinho, o resultado é fruto do trabalho da Receita aliado a uma mudança na estrutura do tráfico internacional de drogas. “A Receita Federal tem se aprimorado na utilização de melhores práticas internacionais, utilizando scanner, cães de faro e gestão de risco. E, por outro lado, o Brasil tem se tornado uma rota no tráfico de drogas internacional.”

O confisco de mercadorias contrabandeadas também foi recorde e atingiu R$ 3,2 bilhões.

O balanço apontou ainda que a Receita Federal reduziu em 54% o prazo médio para liberação de produtos para exportação nos portos. Em 2017, o tempo de análise era, em média, de 13 dias. No passado, esse intervalo caiu para 6 dias.

O subsecretário de Administração Aduaneira, Fausto Vieira Coutinho, atribui a maior rapidez a uma fiscalização integrada. “Nós conseguimos não só aprimorar os trabalhos da RF como integrar os demais órgãos. Isso explica a redução do tempo de despacho de 13 para 6 dias e na análise dos despachos de 3 dias para 15 minutos.”

Para o subsecretário, a Receita segue com o desafio de reduzir a burocracia e aumentar a fiscalização.

O Balanço divulgado aponta que o Brasil exportou R$ 259 bilhões em 2019. Segundo o órgão, cada dia que uma mercadoria fica no Brasil aumenta em 1% o custo total do produto.

*Com informações do repórter Renan Porto