Argentinos aguardam para conhecer membros do governo de Fernández

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2019 09h16 - Atualizado em 29/10/2019 12h26
EFEO fato de Macri ter aberto as portas da Casa Rosada para especialistas ligados a Fernandez foi considerado um fator positivo

Depois de um dia de discussões intensas na Argentina entre a equipe de Alberto Fernández e Maurício Macri, a expectativa dos locais é grande quanto a qual será a formação do gabinete do recém eleito – que assume o posto no dia 10 de dezembro.

Esse vai ser o indicador da influência de Cristina Kirchner na administração do país nos próximos quatro anos.

A incerteza do mercado em relação à próxima gestão está diretamente vinculada a esse fator: se o próximo Governo será de kirchnerismo duro ou se terá uma marca pessoal de Alberto Fernández.

Um dos nomes favoritos para assumir o Ministério da Fazenda é o do economista Matias Kulfas, que já atuou no mandato de Cristina e Néstor Kirchner. Se for confirmado, mostrará que a influência da peronista pode ser maior do que a esperada.

Apesar disso, os economistas estão otimistas em relação a troca de Governo. A inédita série de reuniões que sucederam a vitória de Fernández um dia após a vitória indicam que a transição será menos turbulenta do que se esperava da passagem de um governo pró-mercado para um mais ligado ao peronismo.

O fato de Macri ter aberto as portas da Casa Rosada para especialistas ligados a Fernandez foi considerado um fator positivo, assim como o recém eleito ter elogiado – com ressalvas – a decisão do Banco Central de criar mecanismo para que se evitasse uma fuga maior de dólares e um esvaziamento das reservas cambiais.

Relação com o Brasil

O presidente Jair Bolsonaro e o recém eleito Alberto Fernández já trocaram farpas e insultos durante toda a campanha eleitoral – e não foi diferente após a vitória nas urnas. Ao que tudo indica, não será muito fácil manter um bom relacionamento entre os dois países.

Porém, nesta segunda-feira (28), pessoas ligadas a equipe de Fernández evitaram tocar em assuntos ligados ao presidente brasileiro e ignoraram a declaração de que Bolsonaro não pretende cumprimentar o peronista pela vitória.

Isso indica uma certa contensão, por parte da diplomacia, para tentar manter as relações em um nível aceitável.

*Com informações do repórter Roberto Lameirinhas