Às vésperas de campanhas, presidenciáveis participam de sabatina com empresários em SP

  • Por Jovem Pan
  • 09/08/2018 06h28 - Atualizado em 09/08/2018 08h19
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Às vésperas do início da campanha eleitoral, presidenciáveis participam de palestras e debates promovidos por entidades privadas.

Na noite desta quarta-feira (08), quatro candidatos à Presidência da República foram sabatinados durante evento com empresários em São Paulo. O primeiro foi Geraldo Alckmin, que saiu do local sem falar com a imprensa.

Durante o painel aos clientes do BTG, o candidato do PSDB foi questionado sobre o acordo com o chamado Centrão. Alckmin declarou que alianças são fundamentais para obter apoio do Congresso no projeto de reformas e rebateu críticas ao acerto: “quem prometer mudança sem ter articulação política é mentira”.

Alckmin brincou ainda com o apelido de “picolé de chuchu”, dizendo que não faz piruetas no palco porque quem deve fazer show é o povo. E houve tempo para críticas, mesmo que sutis, ao PT e a Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL.

Na sequência, o candidato do Podemos, Álvaro Dias, baseou sua fala na declaração de que a Lava Jato será o “grande cabo eleitoral do desenvolvimento”. O senador reforçou o convite público a Sérgio Moro para assumir o cargo de ministro da Justiça em um eventual governo dele.

Mas ele esclareceu que ainda não procurou o juiz pessoalmente por achar deselegante. Álvaro Dias ainda defendeu mudanças no modelo de indicação de ministros para o Supremo Tribunal Federal: “a eleição, por parte da magistratura, por lista sêxtupla, e presidente escolhe e encaminha ao Senado para sabatina”.

Ciro Gomes, candidato do PDT, foi o terceiro sabatinado, e fez elogios à vice Katia Abreu. O presidenciável também falou a respeito da chapa petista, que envolve o ex-presidente Lula, Fernando Haddad e Manuela D’Ávila, do PC do B.

O pedetista declarou que o povo está sendo enganado pelo PT: “estou preocupado, porque isso é convite para a nação vir dançar à beira do abismo”.

Ciro Gomes não negou uma união com o Partido dos Trabalhadores no segundo turno, mas afirmou que o PT e o PSDB fizeram muito mal ao país.

Último a falar no evento, o candidato do MDB, Henrique Meirelles, também criticou a chapa petista. “Candidato que não é candidato, e tem um outro que não é candidato, mas vai ser, e outra que não é candidata a nada e vai ser a vice. É coisa complicada”, disse.

Meirelles ainda negou que evita falar o nome de Michel Temer e declarou que a verdade sobre os feitos do presidente deve prevalecer. Para o candidato do MDB, o legado de Temer será “o governo que tirou o Brasil da maior recessão da história”. Também não se mostrou preocupado com a baixa intenção de votos e declarou, novamente, que sua candidatura é baseada na própria história.

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*Informações da repórter Marcella Lourenzetto