Associação orienta que procuradores deixem cargos que ocupavam de forma voluntária

  • Por Jovem Pan
  • 13/02/2019 06h16
José Cruz/Agência Brasil Eles cobram a chamada simetria entre o Ministério Público e os membros do Poder Judiciário que tiveram o reajuste no ano passado

O fim do pagamento do chamado auxílio-moradia, negociado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal em troca de reajuste de cerca de 16% nos próprios salários, já começa a repercutir no Ministério Público Federal.

A Associação Nacional dos Procuradores da República negou que uma coisa tenha relação com outra, mas todos os associados foram convocados a entregar cargos, atividades e funções extras que até então eram classificadas como atividades voluntárias dos procuradores.

Eles cobram a chamada simetria entre o Ministério Público e os membros do Poder Judiciário que tiveram o reajuste no ano passado.

A associação alegou que a diferença salarial é injusta e tira a atratividade da carreira. Segundo a associação, as funções voluntárias que os procuradores não querem mais fazer são remuneradas em outras carreiras. E ressaltou ainda que as fórmulas de gratificação usadas no Judiciário são perfeitamente aplicáveis ao MPF, e já foram analisadas e aprovadas pelo Tribunal de Contas da União.

A Procuradoria-Geral da República apresentou uma proposta alternativa de compensação financeira que foi rejeitada pela categoria, que não concorda com os termos propostas pela atual direção.

*Informações da repórter Luciana Verdolin