Ataques a mesquitas na Nova Zelândia deixam dezenas de mortos

  • Por Jovem Pan
  • 15/03/2019 06h54
EFEA Polícia confirmou que o alerta continua em seu nível máximo em todo o país por conta dos ataques, classificados de “terroristas”

Duas mesquitas em Christchurch, terceira maior cidade da Nova Zelândia, sofreram ataques a tiros nesta sexta-feira (15). Dezenas de pessoas ficaram feridas. Até o momento, segundo a Polícia, são pelo menos 49 mortos e 48 feridos. O alerta continua em nível máximo em todo país, pois os ataques foram classificados como “terroristas”.

“É um dos dias mais sombrios da história do país. Isto só pode ser descrito como um ataque terrorista”,  afirmou a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Arden. As autoridades locais pediram para as pessoas não irem às ruas.

Os agressores causaram 41 mortes na mesquita de Al Noor, enquanto outras 7 morreram no Centro Islâmico de Linwood. Outra pessoa foi declarada morta no hospital. Além disso, 48 pessoas baleadas, incluindo crianças, estão internadas no hospital de Christchurch, com lesões que “oscilam entre graves a leves”. Mais de dez feridos passaram por cirurgia de emergência.

Como aconteceu

Um homem vestido de preto foi visto entrando na Masjid Al Noor por volta das 13h45 (horário local). Logo depois, várias rajadas de tiros foram ouvidas. Muitas pessoas correram para fora do local.

Um dos tiroteios foi transmitido ao vivo através das redes sociais pelo agressor, que aparece em trajes militares dentro da mesquita disparando à queima-roupa em várias pessoas com uma arma automática.

Nas redes sociais também circula um manifesto dos agressores, que incluiria qualificações pejorativas contra os muçulmanos. As autoridades da Nova Zelândia pedem que as imagens não sejam repassadas pelas pessoas e nem divulgadas pela imprensa.

Prisões e acusados

Quatro pessoas chegaram a ser detidas, segundo um comissário da Polícia da Nova Zelândia, Mike Bush. Ele anunciou que foram apresentadas acusações por assassinato contra um dos detidos, descrito como um homem de aproximadamente 30 anos, que estará à disposição da Justiça.

A emissora de televisão “TVNZ” divulgou que o acusado principal era Brenton Tarrant, um australiano do estado de Nova Gales do Sul. O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, confirmou que um dos detidos realmente é do seu país. Mas a informação não foi confirmada pela polícia da Nova Zelândia.

Morrison manifestou solidariedade ao país vizinho:”estamos horrorizados, consternados, indignados e absolutamente condenamos este ataque cometido hoje por um violento extremista terrorista de direita”.

Dos outros três detidos, o comissário afirmou que dois estavam de posse de armas. O envolvimento deles no ataque será investigado. A quarta pessoa não tinha relação com o caso e foi liberada.

Com EFE