Atenção nas férias: Acidentes não intencionais matam quatro mil crianças por ano

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2020 10h09
Wilson Dias/Agência BrasilPais devem ficar atentos às brincadeiras das crianças durante as férias, dizem especialistas

O período de férias escolares é sinônimo de descanso, alegria e diversão, mas também requer cuidados dos pais com as crianças. Dados do Ministério da Saúde mostram que os acidentes ou lesões não intencionais são a principal causa de morte entre as crianças de 1 a 14 anos de idade.

Isso representa quatro mil óbitos por ano, além de cerca de 120 mil internações. Boa parte dos acidentes ocorre nos parques, quando as crianças estão jogando futebol, subindo nos brinquedões ou andando de bicicleta. Nesses casos, o mais comum são fraturas de dedos, cotovelos, punhos ou dos membros inferiores.

A médica Luci Yara Pfeiffer, do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira Pediatria, fala sobre a importância dos equipamentos de segurança. Alguns deles são cotoveleiras, joelheiras e capacete. “A bicicleta, o skate, os patinetes, que estão na moda, tem que ter seus equipamentos de segurança. O capacete é indispensável mesmo que seja para uma volta na quadra”, afirma.

O médico ortopedista pediátrico, David Nordon, explica que outros acidentes bastante comuns acontecem na piscina. Eles podem ser evitados com algumas atitudes, como a instalação de pisos antiderrapantes e de um cercado em volta da piscina, além da supervisão de um adulto.

“Então a borda da piscina molhada, a criança pode escorregar, cair e ter um entorse, uma fratura ou, mais grave, ter um trauma de crânio. Outra forma das crianças se acidentarem na piscina é caso entrem de forma desacompanhada. Então uma piscina que não tem um cercado, uma borda com elevação, uma borda plana, a criança pode entrar sem nenhuma dificuldade e, se o adulto não estiver lá para ver, ela pode se afogar”, alerta.

Nordon ressalta que é importante os pais supervisionarem e até mesmo impedirem que as crianças mergulhem na piscina ou no mar porque a água pode estar rasa. A consequência mais grave é a tetraplegia, ou seja a perda dos movimentos superiores e inferiores.

*Com informações da repórter Nicole Fusco