Ativista de 16 anos inicia viagem entre Londres e NY em veleiro não poluente

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2019 08h12 - Atualizado em 15/08/2019 09h46
EFEA jovem de 16 anos ainda passará pelo Canadá e México antes de chegar a COP-25, realizada no início de dezembro no Chile

A ativista Greta Thunberg vai cruzar o oceano atlântico em um barco sustentável que não emite gases que contribuem para o efeito estufa. A sueca de 16 anos deixou Londres nesta terça-feira (13) rumo a Nova York, onde deve participar de uma conferência sobre as mudanças climáticas na Organização das Nações Unidas (ONU).

O veleiro tem 18 metros, é equipado com painéis de energia solar e tem um telefone por satélite a bordo, que a ativista planeja usar para enviar informações aos amigos encarregados de abastecerem as redes sociais durante a viagem.

O trajeto até os Estados Unidos deve levar duas semanas e a jovem estará acompanhada do pai, do capitão da embarcação, do príncipe de Mônaco Pierre, Casiraghi, e de um documentarista. Para passar o tempo, Greta levou livros e diários.

A sueca também abasteceu o veleiro com refeições veganas congeladas, já que não come carne por causa da emissão de gás carbono atribuída a produção pecuária.

Antes de embarcar, Greta reforçou que não está dizendo às pessoas o que elas devem fazer e completou que tomou a decisão porque é uma das poucas que realmente podem fazer isso e acredita que deve aproveitar a oportunidade.

Depois de participar do evento na sede da ONU, Greta ainda passará pelo Canadá e México antes de chegar a COP-25, realizada no início de dezembro no Chile. Ainda não há informações de como o restante do trajeto será feito, já que a ativista não voa de avião há quatro anos por causa da alta emissão de carbono.

A viagem faz parte de um ano sabático que a ativista tirou para levar adiante o engajamento com a questão ambiental. Greta Thunberg ficou conhecida por iniciar uma onda de protestos de estudantes em prol do meio ambiente.

Em 2018 a ativista promoveu uma greve no colégio em que estudava, em Estocolmo, para pressionar o governo a criar ações para lidar com as mudanças climáticas.

Os movimentos tiveram adesão de mais de 1,5 milhão de estudantes ao redor do mundo.

*Com informações da repórter Nanny Cox