Atual ministro da Educação diz ser contra fusão do MEC com Cultura, Esporte e Turismo

  • Por Jovem Pan
  • 07/11/2018 08h06 - Atualizado em 07/11/2018 08h44
Charles Sholl/Estadão ConteúdoRossieli Soares fez questão de destacar que se trata de uma opinião pessoal e que qualquer decisão está a cargo da equipe do presidente eleito

O ministro da Educação é contra a fusão da pasta com as áreas de Cultura, Turismo e Esporte e pede cuidado na gestão das universidades federais. Rossieli Soares deu as declarações no fim da manhã desta terça-feira (06) durante visita à Universidade Federal de São Paulo, na Zona Sul da capital paulista.

O Governo de transição, por enquanto, não deixou claro o que pretende fazer com o MEC e nem as atribuições que continuarão a cargo do órgão. Além de realizar uma fusão de ministérios, a gestão Bolsonaro pode mudar a estrutura das unidades federais de ensino superior. As universidades ficariam no guarda-chuva do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O ministro da Educação, Rossieli Soares, considerou que a transferência de responsabilidades pode dar certo, mas que exige uma série de cuidados. Ele disse ainda que é possível agregar algumas pastas do Governo, mas que é contra o MEC assumir as responsabilidades de Cultura, Esporte e Turismo.

Rossieli Soares fez questão de destacar que se trata de uma opinião pessoal e que qualquer decisão está a cargo da equipe do presidente eleito. Rossieli Soares também foi questionado sobre uma declaração de Jair Bolsonaro dada na segunda-feira (05) a respeito de uma questão do Exame Nacional do Ensino Médio.

O presidente eleito criticou uma pergunta de linguagem que tratava de um dialeto secreto utilizado por gays e travestis; Bolsonaro disse que o Enem tem que tratar de “conhecimentos úteis”. O ministro da educação preferiu não entrar em dividida, respondendo que cabe ao Inep a parte técnica e que qualquer revisão deverá ser feita na elaboração do próximo Enem.

Ainda nesta terça, Rossieli Soares foi apresentado como o secretário estadual de educação de São Paulo na gestão João Doria a partir de janeiro.

*Informações do repórter Tiago Muniz