Audiência no Senado debate presença de professores armados nas escolas

O debate das políticas de combate à violência chega até ao armamento de professores

  • Por Jovem Pan
  • 15/05/2019 07h17 - Atualizado em 15/05/2019 10h52
  • BlueSky
Suami Dias/GOVBA Salvador- BA- Brasil- 25/07/2016- As escolas estaduais estão intensificando as atividades na preparação dos estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece 5 e 6 de novembro deste ano. No Colégio Estadual Ruben Dário, no bairro de San Martin, em Salvador, a semana será de simulados. Para abranger todas as áreas do conhecimento, as provas começaram nesta segunda-feira (25) e prosseguem até quinta (28), oportunizando aos alunos do 3º ano do Ensino Médio e da Educação Profissional vivenciar situações semelhantes às do dia da avaliação. Com o sonho de cursar Medicina, Leonardo Alves, 17 anos, destaca que o simulado contribui para aumentar a sua confiança. “Podemos avaliar nosso conhecimento e rever os pontos que precisamos melhorar. Também temos o apoio dos professores, que são bastante solícitos. Por meio de grupos online, realizamos uma troca de temas e assuntos que estão em mais evidência no momento. Isso nos deixa ainda mais preparados”. Entusiasmado com a possibilidade de cursar Engenharia Química, Wallace Santos, 18, afirma que o aluno não pode se contentar apenas com o que aprende na sala de aula. “Estamos tendo a oportunidade de aperfeiçoar o nosso conhecimento com diversas atividades. Além da escola, os colegas se reúnem em grupos de estudo para podermos já obter, nos simulados, um bom resultado, nos capacitando a realizar uma boa prova do Enem”. O professor de Língua Portuguesa, Antônio Almeida, diz que o suporte da unidade escolar é fundamental para o bom desempenho do estudante. “Fazemos um trabalho sempre visando o que é aplicado no exame. Com certeza, estas atividades dão uma maior oportunidade aos nossos alunos e os estimulam a concorrer em situação de igualdade com qualquer candidato. Além do simulado, a escola realiza as Olimpíadas de Matemática e Português, assim como o Clube de Leitura, desenvolvendo a interpretação de texto”. A Secretaria da Educação disponibiliza par O senador Marcos do Val (Cidadania-ES) lembrou Columbine, nos Estados Unidos, e defendeu o modelo de repressão para neutralizar franco atiradores

Após o massacre em escola de Suzano, o debate das políticas de combate à violência chega até ao armamento de professores. Em uma audiência pública no Senado, o senador Marcos do Val (Cidadania-ES) lembrou Columbine, nos Estados Unidos, e defendeu o modelo de repressão para neutralizar franco atiradores.

O senador entende que não há tempo de resposta necessários das autoridades policiais, daí o modelo de armar professores e demais funcionários de escolas – algo prontamente rebatido pelo senador, Alessandro Vieira, do mesmo partido.

O diretor de Estratégia Política do movimento Todos pela Educação, João Marcelo Borges, condenou a utilização das armas.

O senador Wellington Fagundes (PR-MT) apresentou um projeto que impõe o controle eletrônico de entrada nas escolas, instrução à comunidade sobre procedimentos de segurança e simulações de emergência.

Já Flávio Arns (REDE-PR) aprovou no Senado uma proposta para atendimento por profissionais de psicologia e serviço social aos alunos das escolas públicas de educação básica.

*Informações do repórter Marcelo Mattos

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.