‘Bacurau’ vence prêmio do júri em Cannes com ficção distópica e tom político

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2019 07h10
Divulgação Filme de Kleber Mendonça Filho conquistou marca inédita para longas nacionais

O filme brasileiro “Bacurau” venceu neste final de semana o prêmio do júri, o terceiro mais importante do Festival de Cannes. Dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, o longa se passa no interior de Pernambuco, em um futuro próximo.

Marcado por um cenário distópico, a fictícia cidade de Bacurau, perde a matriarca e desaparece do mapa. Envolvidos em uma trama que envolve aventura, ficção científica e até mesmo horror, os personagens deste pequeno vilarejo do sertão nordestino passam então a lutar contra um grupo de assassinos americanos.

O elenco conta com nomes como Sônia Braga, Karine Teles, Bárbara Colen e o ator alemão Udo Kier. O filme é visto pelo diretor Kleber Mendonça Filho como um protesto político contra as opressões vistas no Brasil e no mundo.

Em 2016, o cineasta causou polêmica no mesmo festival, quando se manifestou ao lado do elenco do filme “Aquarius”, contra o impeachment de Dilma Rousseff.

“Bacurau” foi premiado ao lado do filme francês “Les Miserables” e tem data de estreia marcada para o dia 30 de agosto nos circuito nacional.

O Brasil já tinha sido premiado no Festival de Cannes deste ano na seção “Um Certo Olhar”, que elegeu como melhor filme “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, de Karin Ainouz. Foi a primeira vez que um filme brasileiro venceu o maior prêmio da mostra paralela da competição.

A última vez que um longa nacional chegou tão longe foi apenas em 1962, com “O Pagador de Promessas”, que conquistou a Palma de Ouro, o prêmio máximo do festival. Esse ano, a Palma de Ouro ficou com o filme sul-coreano “Parasite”.

*Com informações do repórter Vinicius Moura

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