Bairros do extremo leste da capital paulista sofrem há dias com alagamentos

  • Por Jovem Pan
  • 15/02/2019 07h15 - Atualizado em 15/02/2019 10h09
Gero Rodrigues/Estadão ConteúdoAlagamento causado pela chuva na rua Agreste de Itabaiana, na zona leste da capital paulista em janeiro

Moradores da Zona Leste da capital paulista cobram soluções das autoridades contra enchentes que assolam a região há anos.

Nos últimos dias, a população da Vila Itaim, Jardim Romano e arredores da Várzea do rio Tietê está ilhada novamente. As chuvas desta semana fizeram o nível da água subir e não baixar mais.

Parte da rua Condessa da Forquilha está alagada, mas a situação é considerada normal. No entanto, o tempo permanece instável e os moradores já sabem que se chover, os transtornos só aumentarão,

Alan Pereira da Silva, morador da região há mais de 30 anos, contou que o problema é recorrente.

O autônomo Josivaldo Alves também vê o mesmo filme há bastante tempo e disse que enquanto o poder público não garantir infraestrutura para o escoamento da água, a vida dos moradores fica paralisada em meio aos alagamentos.

O motorista José Teixeira Matos afirmou que as crianças sequer conseguem ir para a escola, pois têm medo que fiquem doentes em contato com a água suja.

Protestos foram realizados durante a semana e, nesta sexta-feira (15), a Comissão de Moradores do Jardim Romano fará reunião para tratar do assunto. Os moradores querem fim ao problema do refluxo do esgoto para ruas e casas, ação da Defesa Civil e obras no córrego Itaim.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que atua na região com o Governo do Estado para amenizar o efeito das chuvas com seis bombas e seis caminhões hidrojato para retirar a água acumulada.

O texto diz que o Departamento de Água e Energia Elétrica – DAEE cedeu outras seis bombas para drenagem da água e colabora na limpeza nas bocas de lobo, nas redes de drenagem e no estabelecimento de plano de contingência.

A obra citada pelos moradores é de um pôlder (área protegida por diques para conter inundações), para reduzir o impacto do problema. Segundo a Prefeitura, a construção é prioridade da atual gestão e está prevista para ser entregue até o final do ano. Ainda explica que a Defesa Civil do município realiza o monitoramento das ações na região e auxilia no transporte diário das crianças para as creches.

*Informações do repórter Fernando Martins