Base acredita que gravação de executivos da JBS enfraquece eventual denúncia contra Temer

  • Por Jovem Pan
  • 06/09/2017 06h36 - Atualizado em 06/09/2017 11h48
GRA025. BRASILIA, 22/04/2017.- El presidente de Brasil, Michel Temer, durante la entrevista concedida a la Agencia EFE en Brasilia, en la que destacó la visita a su país la semana próxima del presidente del Gobierno español, Mariano Rajoy, y abordó cuestiones de actualidad nacional e internacional. EFE/Joédson AlvesA leitura feita por líderes da base aliada é de que as novidades fortalecem o presidente e podem enfraquecer a próxima denúncia

As revelações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e as gravações envolvendo o empresário Joesley Batista repercutiram rápido na Câmara. A Casa recebeu os novos fatos em meio à expectativa da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer.

A leitura feita por líderes da base aliada é de que as novidades fortalecem o presidente e podem enfraquecer a próxima denúncia.

Além disso, colocam em xeque a delação do dono da JBS, como indica o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB): “a primeira denúncia foi, efetivamente, fruto de processo que está vindo à tona. Portanto, se ele tem consciência, responsabilidade e certeza ele apresenta [a denúncia], se ele não tem, não espero que seja mais uma posição melancólica e incorreta do MP como foi na primeira denúncia”.

Já o discurso da oposição e de dissidentes da base é que as suspeitas sobre Joesley não amenizam a situação do Governo. Segundo esses parlamentares, as provas apresentadas pelo empresário não perdem validade.

O deputado Alessandro Molon (REDE) avaliou que a segunda denúncia vai seguir intacta: “as provas que vão subsidiá-la permanecem íntegras. O que teremos são talvez a revisão dos benefícios dados ao relator e eventuais novas investigações em relação a possíveis outros criminosos”.

A expectativa é que a Procuradoria-Geral da República envie a denúncia contra Temer até a semana que vem.

*Informações do repórter Levy Guimarães