BC deverá aprovar nomeação de presidentes e diretores de bancos públicos federais

  • Por Jovem Pan
  • 26/03/2018 06h18 - Atualizado em 26/03/2018 06h19
José Cruz/Agência BrasilA proposta deverá ser formalizada ainda essa semana, seguindo a mesma regra da chamada “lei das estatais”, que proíbe a indicação política para os cargos de direção

Com o argumento de que é necessário garantir gestões técnicas, o Governo definiu que a nomeação de presidentes e diretores de bancos públicos federais terá que ser aprovada pelo Banco Central.

A proposta deverá ser formalizada ainda essa semana, seguindo a mesma regra da chamada “lei das estatais”, que proíbe a indicação política para os cargos de direção.

Em meio à reforma ministerial, que vai começar essa semana, a ideia é blindar as instituições das indicações políticas como acontece hoje no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia cujos cargos de direção são disputados por partidos aliados.

Hoje os cargos estão loteados, principalmente entre os partidos da base, PP, MDB, PSB, DEM, PSDB.

As regras foram definidas neste domingo (25) durante encontro do presidente Michel Temer com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Vale lembrar que bancos privados e estaduais precisam encaminhar ao BC o currículo dos nomes propostos para cargos de direção das instituições, que já necessitam de sinal verde do banco Central para formalizar nomeações.

A ideia é que agora todos os bancos vinculados ao Governo passem pelo mesmo processo.

Depois de denúncias contra dirigentes da caixa econômica federal, o conselho de administração do Banco já definiu que vai mudar gradativamente as regras para nomeação dos dirigentes.

O atual presidente do Banco, Gilberto Ovchi, foi indicado pelo PP e deverá ser transferido para o Ministério da Saúde, com a saída hoje de Ricardo Barros que já avisou que vai deixar o cargo para disputar as eleições de outubro.

Até o próximo dia 07 cerca de 10 ministros deverão deixar o Governo. O presidente Michel Temer, também já dá sinais de que também pretende disputar as eleições. Com a popularidade em baixa, o argumento é de que a campanha vai servir inclusive para defender as ações do governo dos ataques que costumam surgir no processo eleitoral.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também cogita sair candidato.

*Informações da repórter Luciana Verdolin