BNDES define pilares para investimentos nos próximos dez anos

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2019 07h11
Valter Campanato/Agência BrasilDe acordo com o presidente do banco de fomento, Gustavo Montezano, atuação da estatal será para ajudar no desenvolvimento da população brasileira

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, afirmou, nesta segunda-feira (2), que o banco priorizou três novos setores para investimento nos próximos dez anos: saneamento, florestas e gás. De acordo com ele, o banco esqueceu, ao longo dos últimos 15 anos, do propósito original para o qual foi criado, mas agora voltará à sua missão de ajudar no desenvolvimento da população brasileira.

“Primeiro é o saneamento, por razões, acho que latentes na sociedade hoje. 100 milhões de pessoas no Brasil vivem sem saneamento básico, seis mil crianças, seis mil filhos nossos morrem, todo ano, por causa de diarreia, devido a falta de saneamento. O segundo pilar de nova fronteira é o tema florestal, temos um ativo florestal invejável, talvez o maior do mundo – e cada vez mais esse ativo vai ser valorizado globalmente. E, por fim, o tema do gás, que também é algo que vai transformar a nossa economia e requer uma participação atuante, a gente tem muito a agregar nesse debate”, declarou.

Montezano ressaltou, ainda, que o banco pode atuar na discussão do midstream, que é o segundo elemento da cadeia produtiva do petróleo, para tirar o gás do pré-sal. A estatal também deve estar presente no debate sobre a utilização do gás tanto em veículos quanto na indústria, assim como na conversa sobre a privatização das empresas estaduais de distribuição de gás.

Para a vice-presidente da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), Daniela Manique, o setor vê com esperança a competitividade do mercado de gás, a reforma tributária e o desenvolvimento da infraestrutura. “Nós estamos esperançosos que, com a reforma tributária que está a caminho, que com essa nova competitividade no emrcado de gás e com o governo trabalhando na questão de infraestrutura, nós consigamos retomar os níveis de produção que nós tínhamos, por exemplo, em 2011, quando chegamos a US$ 150 bilhões.”

Segundo ela, 2019 foi um ano difícil, com queda de 4,3% no segmento. Além disso, este foi o ano em que se bateu o recorde de importação, com US$ 32 bilhões em produtos importados, o que significa que mais de 40% da demanda foi suprida com produtos vindos do exterior.

*Com informações da repórter Nicole Fusco