JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
JP Futebol Clube | 19h00 - 20h30
Notícias

Bolsonaro aposta na aprovação da PEC dos Precatórios, mas admite: ‘Vamos ter problema no Senado’

Presidente ainda defendeu o fatiamento e a privatização da Petrobras como uma forma de acabar com o monopólio e reduzir o preço dos combustíveis: 'Ideal é ficar livre'

Caroline Hardt

O presidente Jair Bolsonaro acredita que a PEC dos Precatórios, em discussão na Câmara dos Deputados, deve ser aprovada em segundo turno. O texto, que recebeu 312 votos favoráveis em primeira votação, determina um limite aos pagamentos das dívidas reconhecidas da União, traz mudanças no teto de gastos e permite a abertura de R$ 83 bilhões no Orçamento de 2022 para o custeio do Auxílio Brasil.  A expectativa é que a matéria seja colocada em pauta novamente ainda nesta semana, com grandes chances de aprovação. No entanto, o Bolsonaro reconhece: haverá desafios no Senado Federal. “Passou em primeiro turno, acho que passa no segundo, mas vamos ter problema no Senado. Por favor, um Brasil que projeta um excesso de R$ 300 bilhões não pode destinar mais R$ 30 bilhões para atender os mais necessitados? Um Brasil que no ano passado gastou, além do previsto, mais R$ 700 bilhões para atender as questões da pandemia, não pode gastar 30 bi para socorrer quem já passa necessidade?”, questionou o político, em entrevista à Jovem Pan Curitiba nesta segunda-feira, 8.

Bolsonaro afirmou ainda que não houve nenhum “Orçamento Secreto” para a liberação de verbas em troca de apoio à matéria e que a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios não é do calote. Outro ponto que afeta a economia comentado foi o preço dos combustíveis. Na visão do presidente, uma das raízes da atual crise é o monopólio da estatal, o que seria resolvido com a privatização. “Para mim, o ideal é você ficar livre da Petrobras. Logicamente, privar para muitas empresas. Não pode tirar de uma monopólio estatal e colocar em um monopólio privado, tem que fatiar isso daí”, disse. Ainda sobre o o tema dos combustíveis, o político reclamou do valor da gasolina, afirmando que os altos preços são, atualmente, um dos maiores problemas da economia. “A gasolina sai a R$ 2,30 refinaria, ao longo do percurso, até você botar combustível na ponta da linha, tem o que se paga para os transportadores, a margem de lucro, o imposto federal de R$ 0,74 centavos e depois o ICMS, que é três vezes isso. O ICMS não incide sobre o preço da gasolina na refinaria, incide em cima do preço final da bomba, isso está errado.”

[jp-related-posts ids=”1182183,1182104″]

“Pode melhorar na Petrobras? Pode até porque os dividendos, no meu entender, são um absurdo. R$ 31 bilhões em três meses, eu não quero a parte da União tendo esse lucro fantástico”, afirmou. Para finalizar, Jair Bolsonaro comentou sobre a filiação do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, ao Podemos e sua possível candidatura à presidência da República nas eleições de 2022. “Você começa a entender um pouco mais as cosias, o que eu passei com o ministro. Ele sempre teve um proposta político, nada contra, mas fazia de forma camuflada. Ele tinha intenção de ir para o Supremo, no primeiro achei justo e depois passei a conhecê-lo um pouquinho melhor.”