Bolsonaro inicia viagem de duas semanas pela Ásia e Oriente Médio

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2019 08h44
José Dias/PRPresidente retorna ao Brasil no dia 31 de outubro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que embarcou, no último sábado (19), rumo ao Japão, fará um giro pela Ásia e Oriente Médio. A estadia será longa, de cerca de duas semanas, com volta prevista para Brasília apenas em 31 de outubro. A viagem prevê passagens pelo Japão, China, Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita.

Bolsonaro se mostra animado com a visita. Segundo ele, o objetivo é melhorar o ambiente de negócios e abrir os mercados. “Muitos acordos serão assinados, há interesse da parte deles, não é nosso, apenas. O Brasil está aberto para o mundo, não temos mais o viés ideológico para fazer negócios, e a gente espera que seja uma viagem bastante proveitosa”, declarou.

A primeira parte da viagem será na Ásia. O Japão e a China concentram 65% da população mundial e, por isso, o Brasil está de olho nesse grande mercado consumidor. O presidente também pretende estreitar os laços com os japoneses já que, no ano que vem, a comunidade brasileira no país – a terceira maior fora do Brasil, perdendo apenas para os Estados Unidos e o Paraguai – vai completar 30 anos.

Segundo o governo, atualmente, mais de 200 mil brasileiros trabalham no Japão. Por isso, o primeiro compromisso de Bolsonaro será a cerimônia de entronização do imperador japonês, Naruhito

Logo depois, ele segue para a China, marcando os 45 anos da retomada das relações diplomáticas entre os dois países. Além disso, o presidente quer atrair capital e investimentos para o Brasil, principalmente para os projetos do Programa de Parceria e Investimentos (PPI).

O governo quer, também, ampliar e diversificar as exportações brasileiras para lá, como explica o secretário de Negociações Bilaterais do Itamaraty, o embaixador Reinaldo Salgado. “Diversificação significa não apenas valor agregado, mas também, por exemplo, na área da agricultura, você remover, tirar ou facilitar a entrada de produtos que hoje a gente não exporta. O Brasil é um produtor de qualidade também, por exemplo, em frutas, em carnes, em proteína animal, então é um pouco também diversificar na área agrícola, obviamente a agregação de valor também é importante”, disse.

Na China, além de reuniões com autoridades, Bolsonaro também terá a oportunidade de participar de encontros com empresários. Os brasileiros devem contar histórias de sucesso e dizer como conseguiram superar as dificuldades no mercado chinês, e os chineses poderão contar sua experiências positivas no Brasil.

A segunda metade da viagem será pelo Oriente Médio. Por lá, o objetivo do governo brasileiro será garantir o aumento das exportações da agropecuária, além de atrair investimentos para os projetos de concessão e privatização e de discutir o interesse árabe na indústria de defesa do Brasil.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin