Jair Bolsonaro nega trocar cargos por apoio político

  • Por Jovem Pan
  • 04/06/2020 07h44
Marcos Corrêa/PRJair Bolsonaro

Um dia depois de ter assumido a presidência do Banco do Nordeste, indicado pelo Centrão, Alexandre Cabral acabou perdendo o cargo na quarta-feira (3). Ele é investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por supostas irregularidades no período em que foi presidente da Casa da Moeda.

O nome de Cabral contava com o apoio do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) de Roberto Jefferson, aliado do presidente. Jair Bolsonaro nega, no entanto, a prática do “toma lá, dá cá” ou seja, o oferecimento de cargos em troca de apoio político, que sempre foi duramente criticada por ele.

Tem crescido em Brasília as especulações sobre a recriação do ministério da Segurança Pública. O presidente admite que essa é uma possibilidade, mas que ainda é necessário avaliar. O nome do ex-deputado Alberto Fraga é forte para a indicação, já que ele e Bolsonaro se conhecem há muitos anos. O presidente, no entanto, não confirma nem a recriação do ministério e a indicação do amigo, por enquanto.

Bolsonaro afirmou na quarta-feira (3), pelas redes sociais, que considera terrorista quem promove o caos, queima a bandeira nacional e usa da violência como forma de protesto. Ele justificou que manifestante contra ou favorável ao governo é outra coisa. O presidente já foi informada da intenção de grupos contrários ao Palácio do Planalto fazerem manifestações no próximo final de semana.

Em conversa com apoiadores, o presidente ouviu críticas relacionadas à postura dos governadores. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que não quer conversar com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. O presidente não tem poupado críticas aos governadores. Ele afirmou, inclusive, que a população é responsável por colocá-los no poder.

*Com informações do repórter Luciana Verdolin