Brasil corre risco de não cumprir metas da ONU para oferecer melhores condições aos jovens

  • Por Jovem Pan
  • 12/12/2017 07h11 - Atualizado em 12/12/2017 07h12
Julie Elliott-Abshire/ FreeimagesSegundo um novo estudo da Fundação Abrinq, divulgado nesta terça-feira, os avanços tímidos em áreas como saneamento, cidades, paz e justiça podem impedir uma trajetória bem-sucedida à Agenda 2030

O Brasil corre o risco de não cumprir as metas da ONU para oferecer melhores condições de vida para crianças e adolescentes se não acelerar o passo.

Segundo um novo estudo da Fundação Abrinq, divulgado nesta terça-feira, os avanços tímidos em áreas como saneamento, cidades, paz e justiça podem impedir uma trajetória bem-sucedida à Agenda 2030.

A administradora executiva da instituição, Helena Oliveira, explicou que o Brasil precisa, por exemplo, reverter a marca de terceiro país mais violento para crianças em uma lista de 85 nações: “o estudo mostra que o risco de um jovem negro morrer por homicídio é quase três vezes superior ao do adolescente branco. São questões ligadas à desigualdade social e isso precisa ser resolvido para que a gente possa alcançar esse acordo”.

Reduzir a mortalidade infantil é uma das metas do documento Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, assinado por 192 países.

Água potável e saneamento é outro, cuja a progressão lenta do número de pessoas atendidas preocupa Fundação, que pretende estabelecer um marco zero com o lançamento do relatório.

Helena Oliveira ressaltou ainda que o acordo firmado pelo Brasil teve adesão voluntária. Apesar de estar livre de sanções caso não cumpra a agenda, o país pode ser afetado: “inclusive com reflexos econômicos, porque é obvio que investidores e apostadores no País estarão atentos ao cumprimento dessas metas”.

De acordo com o estudo, 15% das crianças e adolescentes brasileiros vivem em favelas. Para 2.481 menores, a porta de entrada para o sistema socioeducativo foi o homicídio.

*Informações da repórter Carolina Ercolin