Brasil e Índia defendem ampliação do Conselho de Segurança da ONU

  • Por Jovem Pan
  • 27/01/2020 06h59
Flickr/Palácio do PlanaltoO Conselho de Segurança é o único órgão da ONU que tem poder decisório, ou seja, todos países-membros das Nações Unidas devem cumprir as decisões

O Brasil e a Índia voltaram a defender uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. O assunto foi conversado entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente Jair Bolsonaro, que faz uma visita oficial a Nova Déli.

Durante uma declaração conjunta, os dois líderes destacaram que continuarão a trabalhar pelas reformas no Conselho e em outras organizações internacionais.

Segundo Bolsonaro, a reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas “não deixa de ser uma prioridade” para as duas nações.

“Estamos entre as 10 maiores economias do mundo, juntos somos 1,5 bilhão de habitantes, são países democráticos que mudaram para melhor. Acredito que seria bom para o mundo Brasil e Índia estarem nesse clube.”

Além de Brasil e Índia, essa é uma demanda antiga do Japão e da Alemanha.

 Os quatro países integram desde 2005 o G4 — grupo que tem interesse na ampliação no número de membros permanentes.

O professor de Relações Internacionais da ESPM, Leornado Trevisan, destaca que existem resistências regionais à entrada tanto da Índia quanto do Brasil. “A Argentina e a Colômbia também sugerem que a entrada do Brasil implicará em uma hegemonia mais regional.”

Já o professor Gunther Rodzit diz que o assunto é de muito interesse do primeiro-ministro Narendra Modi.

“É um tema muito ligado a politica externa do PT, poderia chamar a atenção fazer parte do discurso de Bolsonaro. Mas entendendo que foi escrita a quatro mãos, percebe-se que é um tema muito caro ao primeiro-ministro Modi.”

O Conselho de Segurança é o único órgão da ONU que tem poder decisório, ou seja, todos países-membros das Nações Unidas devem cumprir as decisões tomadas pelo colegiado.

Ele é formado por 15 países: 10 membros não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral para um período de dois anos; e cinco permanentes, que possuem o direito a veto: Estados Unidos, França, Reino Unido, China e Rússia.

*Com informações do repórter Afonso Marangoni