Brasil está atento à guerra comercial entre China e EUA, diz secretária do Min. da Indústria

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2018 06h06 - Atualizado em 11/04/2018 09h27
EFEDe acordo com a representante do Ministério, esta é uma questão estritamente bilateral, mas há confiança do Governo brasileiro que os países saibam resolver os impasses da melhor forma

Governo brasileiro espera bom senso para que China e Estados Unidos resolvam impasse sobre “guerra comercial”. Esta é a opinião de Yanna Sobral, secretária-executiva do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em entrevista a jornalistas durante encontro do setor em São Paulo, nesta terça-feira (10).

De acordo com a representante do Ministério, esta é uma questão estritamente bilateral, mas há confiança do Governo brasileiro que os países saibam resolver os impasses da melhor forma.

Até o momento, segundo Yanna Sobral, não há possibilidade de o impasse afetar o comércio exterior brasileiro: “ambos vendem, ambos compram e a gente tem certeza que nenhum dos dois países querem prejudicar seu setor produtivo. No caso do Brasil estamos muito atentos ao que pode acontecer”.

Por outro lado, José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, viu a possível guerra comercial com muita preocupação, pois falta força política ao Brasil para entrar na discussão: “como nós somos grande exportadores de commodities, elas são diretamente influenciadas em guerra comercial, ainda que neste momento seja uma guerrilha”.

A tensão entre China e Estados Unidos aumentou nos últimos dias e isso pode abalar a atividade econômica global.

O presidente americano Donald Trump quer combater os produtos “made in China” e reforça a política “America First”, ou seja, América Primeiro, que foca fortalecer a indústria nacional.

Do outro lado, o presidente da China, Xi Jinping, prometeu nesta terça-feira abrir mais a economia do país e reduzir tarifas de importação.

Ao que parece, um discurso em tom de calmaria para evitar a preocupante guerra comercial com os Estados Unidos.

*Informações do repórter Fernando Martins