Brasileira teve que sair de casa após incêndio na Grécia

  • 26/07/2018 09h00
EFE/ Yannis KolesidisMembros da Cruz Vermelha buscam desaparecidos em casas atingidas por incêndio em Mati, na Grécia

Autoridades gregas estão trabalhando para esclarecer a origem dos incêndios ocorridos na Grécia. A hipótese mais provável é o resultado do impacto humano nos arredores de Atenas.

Casas construídas em florestas de pinheiros, ausência de planos de retirada da população e anos de austeridade financeira. A segunda hipótese é que o fogo tenha sido iniciado por incendiários que buscaram saquear casas abandonadas.

O porta-voz do governo grego disse que mais de 15 incêndios começaram de forma simultânea em três frentes perto de Atenas e do vilarejo de Mati.

A editora de vídeo Tuca de Oliveira mora há 2 anos em Rafina, um dos municípios mais atingidos pelo fogo. Ela relatou que percebeu a movimentação dos helicópteros que combatiam as chamas e que notou algo errado quando eles se perderam na fumaça.

Tuca teve de abandonar a casa no momento de incêndios. Ela conseguiu rever sua residência na terça e relatou que “tudo ao redor foi queimado”. Embora a parte de dentro de sua casa não tenha sido afetada, ela ainda não conseguiu voltar a morar lá “porque o ar está muito tóxico”.

Com a situação sob controle, a brasileira destaca a solidariedade do povo grego. “As pessoas querem ajudar tanto, que a gente até aconselha para quem mora aqui que procura saber o que fazer. As pessoas querem tirar a roupa do corpo e a Prefeitura de Rafina já pediu para pararem de doar coisas, porque eles já têm mais do que o suficiente”, disse.

Agora os bombeiros trabalham na busca por desaparecidos. O ultimo balanço aponta 81 mortos e 187 feridos nestes que são considerados os piores incêndios na Grécia e na Europa em uma década. 64 pessoas permanecem hospitalizadas, das quais quatro são menores e 11 seguem em estado crítico.

Na Suécia, a maior onda de calor dos últimos 260 anos provocou os mais graves incêndios florestais da história moderna do país.

Sete países da União Europeia já se uniram aos esforços para ajudar a combater as chamas, que atingem uma área total de 250 quilômetros quadrados, o que equivale a quase 60% do território do estado do Rio de Janeiro.

Com informações de Vitor Moraes ao Jornal da Manhã