Britânicos se mobilizam contra eventual visita de Trump

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan Londres
  • 03/07/2017 15h08 - Atualizado em 03/07/2017 15h36
STX03. WASHINGTON (EE.UU), 18/05/2017.- El presidente de Estados Unidos, Donald J. Trump, hace un gesto ante la pregunta de un periodista durante una conferencia de prensa conjunta con el presidente de Colombia, Juan Manuel Santos (fuera de cuadro), tras una reunión en la Oficina Oval de la Casa Blanca, hoy, jueves 18 de mayo de 2017, en Washington, DC (EE.UU.). Trump recibió hoy en la Casa Blanca a su homólogo colombiano, Juan Manuel Santos, y dijo que hablaría con él sobre el tráfico de drogas, que calificó como "un problema muy grande". "Vamos a hablar (también) sobre Venezuela. Lo que está pasando en Venezuela es muy, muy triste", dijo Trump al comienzo de su reunión con Santos en el Despacho Oval. EFE /MICHAEL REYNOLDSPublicação polêmica no Twitter às vésperas de visita à Europa acirrou os ânimos dos defensores anti-Trump

Que o atual chefe da Casa Branca não é dado à liturgia do cargo que ocupada, todo mundo sabe há bastante tempo. Mas o poder de Donald Trump de chocar com suas aberrações parece inesgotável.

Aqui na Europa o último ataque do presidente bilionário à CNN, com um tuíte em que ele aparece numa montagem agredindo o símbolo da emissora de TV, ajudou a mobilizar ainda mais os grupos de manifestantes contrários ao magnata republicado.

Trump vai visitar o continente em breve e já sabe que terá que enfrentar protestos em grande escala por onde passar. Na agenda de viagem estão previstas escalas na Polônia, além das reuniões do G20 na Alemanha e ainda as celebrações do 14 de julho de França.

O governo britânico já tinha convidado Trump para uma visita de estado, mas a reação popular foi tão forte que a Casa Branca achou melhor evitar o desgaste. Ativistas, parlamentares e sindicatos do Reino Unido prometeram organizar as maiores manifestações que Londres já viu, caso à visita oficial de fato ocorresse.

A reação do governo americano foi a de adiar a visita para um momento em que os britânicos concordem com ela. Ainda assim, especula-se que Trump pode visitar Londres nos próximos dias. Mas se isso acontecer o aviso será dado de supresa até para a primeira-ministra Theresa May, com apenas 24 horas de antecedência, no melhor estilo ‘olha, Theresa, tô passando ai.’ Tudo para evitar grandes mobilizações.

A última vez que os britânicos protestaram contra um presidente americano foi às vésperas da Guerra do Iraque. Dois milhões de pessoas foram às ruas contra George Bush e seu fiel escudeiro Tony Blair.

Hoje, os ânimos em toda a Europa continuam muito acirrados por causa do terrorismo, avanço de ideias nacionalistas, crise de refugiados, imigração desenfreada e incertezas quanto ao futuro da União Europeia. O que a região mais precisa é de discursos conciliatórios que unifiquem o continente. E isso certamente não virá com um dos presidentes mais controversos da história americana.