Butantan reafirma segurança da CoronaVac e espera retomar produção da vacina o quanto antes

Avião que trazia insumo para produção do imunizante aterrissou no aeroporto de Guarulhos na tarde da terça-feira, 25

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2021 08h12 - Atualizado em 26/05/2021 11h25
ALLISON SALES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 28/01/2021Até o mês de maio, o Butantan entregou mais de 47 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização

Com a chegada de mais de três mil litros de insumos, o Instituto Butantan espera retomar o quanto antes a produção da CoronaVac. O avião que trazia a matéria-prima aterrissou no aeroporto de Guarulhos nesta terça-feira, 25, por volta das 17 horas, após sair de Pequim, na China. O lote foi recebido pelo governador de São Paulo, João Doria, e pelo secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn. Doria fez um novo apelo para que o governo chinês libere mais insumos para a produção de vacinas no Brasil. “E que o governo da China libere mais insumos para a CoronaVac. Assim como essa liberação de três mil litros, possa liberar mais sete mil litros para a produção de mais vacinas.”

A produção da CoronaVac está interrompida desde o dia 13 de maio por falta de insumos. Com a chegada do novo lote de IFA, a expectativa é entregar mais cinco milhões de doses da vacina. No entanto, até o envase ser concluído, são necessários de 15 a 20 dias. A paralisação prejudicou a vacinação e fez com que pessoas não conseguissem cumprir o prazo máximo de intervalo entre uma dose e outra. Até o mês de maio, o Butantan entregou mais de 47 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunização, cumprindo o primeiro contrato com o Ministério da Saúde. E agora trabalha para completar as 54 milhões de doses referentes ao segundo contrato, totalizando 100 milhões de vacinas.

O Butantan publicou uma nota ontem assegurando a eficácia da vacina contra a Covid-19 em idosos. Na semana passada, um estudo preliminar, ainda sem revisão, indicou eficácia de apenas 28% em maiores de 80 anos. Nesta terça feira, o Butantan disse que dados obtidos nos testes clínicos de fase 3 realizados no Brasil confirmam que a segurança da vacina no grupo de maiores de 60 anos. São semelhantes à verificada no grupo de 18 a 59 anos, o que sustenta a extensão de indicação de uso do imunizante em idosos — prevista em bula e aprovada pela Anvisa. O Instituto afirmou, ainda, que estudos realizados por pesquisadores do Brasil, EUA e Espanha demonstraram que a aplicação da vacina levou a queda da internação e nos óbitos por Covid-19 de pacientes idosos, inclusive em contextos onde predomina a variante P.1 do novo coronavírus.

*Com informações da repórter Caterina Achutti