Cabo do Batalhão de Choque mata ex-mulher e se entrega à Polícia em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 22/08/2017 06h07 - Atualizado em 22/08/2017 13h59
Manaus, 16/09/2015. TJAM encaminha 352 armas de fogo para destruição no 12º Batalhão de Suprimentos do Exército, no km 53 da AM-010. Foto: Raphael AlvesO crime ocorreu por volta das duas e meia da tarde na casa onde Celina morava com filho do casal

Cabo do Batalhão de Choque é preso após matar ex-mulher na região do Bom Retiro, no Centro de São Paulo. Maurício de Oliveira Gama, de 47 anos, se entregou ao delegado do 12º Distrito Policial, no Pari, na tarde desta segunda-feira (21), pouco depois de ter cometido o crime.

Segundo a Sala de Imprensa da PM, o policial da Guarda do Comando de Policiamento de Choque (BPChq) assassinou sua ex-mulher, a estudante de Direito Celina Moura Mascarenhas Gama, de 35 anos.

O crime ocorreu por volta das duas e meia da tarde na casa onde Celina morava com filho do casal, Flávio, de sete anos, e a mãe dela, na Avenida do Estado, próximo à Avenida Cruzeiro do Sul.

O menino disse ao delegado Éder Pereira, titular do Distritio Policial, que estava no quarto, se arrumando para ir à escola, quando ouviu um barulho vindo da sala. Muito confuso, o garoto descreveu como se fosse uma panelada o barulho dos disparos.

A universitária foi atingida por dois tiros na nuca e morreu no local. Ao se aproximar, o garoto foi retirado da cena do crime pelo pai, que disse que o levaria para uma outra escola, em Parati, no Rio de Janeiro.

O cabo Gama seguiu com o filho para o prédio onde mora e, no caminho, ligou para a ex-sogra, no trabalho, a quem contou o que havia feito. O PM pediu à síndica do condomínio para que ficasse com o menino enquanto ele iria resolver um “problema”.

Minutos depois, o cabo Gama se apresentou na delegacia, acompanhado de um advogado, e foi autuado em flagrante por homicídio. No início da madrugada desta terça-feira (22), o militar foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, no Tucuruvi, Zona Norte da Capital. Maurício de Oliveira Gama está na Polícia Militar há 21 anos.

O casal estava separado havia seis meses e lutava na Justiça pela guarda do filho. Segundo vizinhos, o cabo Gama era agressivo, o que fez com que Celina colocasse um ponto final no relacionamento, que durou onze anos.

A vítima, que pretendia seguir a carreira de delegada, já havia registrado boletim de ocorrência contra o ex-marido por agressão.

*Informações do repórter Paulo Édson Fiore