Caiado: Quero sair da crise com poucos óbitos e economia restabelecida

  • Por Jovem Pan
  • 26/03/2020 09h32
Andre Corrêa/Agência SenadoDe acordo com Caiado, após o período determinado acontece a liberação gradual de alguns grupos e setores

O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que a “melhor saída” para não deixar a economia colapsar com a crise do novo coronavírus é deixar que as decisões sejam tomadas, na área da saúde, com base científica. “Nesse momento teremos muito mais cuidado com o CPF, o CNPJ fica para um segundo momento.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o também médico disse que tem apoio total dos empresários do Estado e que todos estão confiantes. “Quem está preocupado mesmo é o pessoal da Bolsa. A economia não precisa trazer todo esse pânico generalizado se soubermos trabalhar bem a quarentena e liberar os setores na hora certa.”

De acordo com Caiado, o Brasil não pode cometer os mesmo erros que a Espanha, Itália, Portugal e EUA que trataram a covid-19 como uma gripe. “Quero sair dessa crise com o menor número de óbitos e com a área econômica restabelecida. Todo lugar teve morte e colapso. Não tem como uma pandemia passar e nada acontecer.

“Respeitando a quarentena eu vou poder calibrar a volta das áreas importantes sob uma visão cientifica e técnica. Isso vai quebrar o Estado? Foi diferente da greve dos caminhoneiros? O que temos que fazer é não deixar quem não tem preparo se meter a querer discutir um assunto que não é dele. Isso que é controle sanitário e sair da crise com competência.”

Quarentena

Caiado reforçou a necessidade da quarentena na situação atual do novo coronavírus e explicou que o método tem base científica — e cada cabe a cada Estado definir quanto tempo ela vai durar conforme a necessidade. “Não é uma competição. Vamos parar com essa vaidade, essa bobagem”, disse.

Ele explicou que, por falta de informação, muita gente critica o isolamento. “Quarentena não quer dizer 40 dias e nem que vai ficar todo mundo 4 meses sem sair de casa. É um período definido individualmente por cada Estado, de acordo com a sua realidade.”

Segundo ele, após o período determinado acontece a liberação gradual de alguns grupos e setores até que a rotina seja retomada completamente.