Caiado vai adotar isolamento intermitente em GO e ressalta que ‘o importante é salvar vidas’

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2020 09h00 - Atualizado em 12/05/2020 09h10
Andre Corrêa/Agência SenadoGovernador de Goiás, Ronaldo Caiado, é transferido para Sírio Libanês, em São Paulo, após sentir fortes dores no peito

O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado, vai endurecer as restrições por pelo menos 10 dias para tentar melhorar as taxas de isolamento social em seus 246 municípios. Ele falou em uma quarentena intermitente já nessa semana, já que “ninguém aguenta ficar 90 dias em casa”.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, Caiado destacou que “não se tem uma receita de bolo pronta” mas que está convencido que o formato intermitente deve ser o mais adequado. “Se atingirmos um patamar bom, flexibilizamos aos poucos. Se cair, aumenta restrições. Temos que conviver com a realidade, não com a teoria.”

“Iniciei o isolamento antes de ter casos aqui, em 12 de março. Lógico que agora estamos colhendo os resultados que plantamos. Agora vem aquele processo, de sair do isolamento e ter reação. As pessoas se questionam porque abre-se alguns setores e outros não.”

Caiado reforçou, porém, que as decisões serão estaduais. Os municípios terão espaço para definir se algum setor será aberto ou não apenas se tiver plano epidemiológico certificado pelas autoridades locais de saúde. “Do contrário, a regra estadual prevalece.”

Ele ainda opinou no “novo rodízio” que entrou em vigor na cidade de São Paulo na tentativa de também abaixar os índices na capital paulista. “A tentativa do Bruno Covas não pode ser criticada, é uma iniciativa. Ninguém tem a fórmula certa.”

“Se você faz alguma coisa para o isolamento é criticado, se você abre é criticado. Não tem chances de não ser, mas isso é o de menos. O importante é salvar vidas”, completou.

O governador ressaltou a importância dos programas sociais, além dos R$ 600 de auxílio emergencial, para minimizar os impactos econômicos da pandemia. “Não é abrindo o isolamento nesse momento que você vai recuperar a economia.”

“Desde o primeiro momento adquirimos meio milhão de cestas básicas e distribuímos pelos municípios, priorizando quem está em situação de vulnerabilidade”, finalizou.