Câmara de São Paulo aprova em primeiro turno prorrogação da renda emergencial

Com um investimento de R$ 420 milhões, a medida deve beneficiar 1,2 milhão de pessoas na capital paulista

  • Por Jovem Pan
  • 12/02/2021 06h23 - Atualizado em 12/02/2021 09h42
Nicole Fusco/Jovem PanO projeto ainda precisa passar pela segunda discussão na Casa, prevista para acontecer no dia 23 de fevereiro

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou em primeiro turno a prorrogação da renda básica emergencial. O Projeto de Lei 55/2021 foi enviado pelo prefeito Bruno Covas e passou pela primeira votação com 50 votos de 55 vereadores. O líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Xexéu Tripoli, reforça que o valor de R$ 100 reais é o possível. “Gostariam que tivesse um auxílio de mil reais, que esse auxílio se estendesse além do final da pandemia, porque quando acabar a pandemia, no sentido de vacinar toda a população, vamos ter ainda muito problema. Então esse seria um desejo de todos. Mas entre o que queremos fazer e podemos fazer existe uma distância enorme.”

Em contrapartida, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) defende um benefício de R$ 350 e o Partido dos Trabalhos (PT) quer a extensão do prazo três meses, como explica o vereador Alfredinho. “A renda emergencial tem que durar até o período da pandemia, segundo que achamos que tem que ampliar o número de beneficiados”, ressaltou. Ao todo, a medida beneficiará 1,2 milhão de pessoas, com um investimento de R$ 420 milhões. O projeto ainda precisa passar pela segunda discussão na Casa, prevista para acontecer no dia 23 de fevereiro. No campo político, o Legislativo paulistano elegeu os presidentes das comissões permanentes e, das sete, o PSDB e PT, as maiores bancadas, ficaram com duas presidências. Os tucanos vão comandar a de Constituição e Justiça e Administração Pública. Já o Partido dos Trabalhadores (PT) presidirá a de Finanças e a de Transportes.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos