Candidatos derrotados em primeiro turno comentam vitória de Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2018 06h08
ReproduçãoO ex-governador Alckmin afirmou ter esperança de que este “seja o início de um período de respeito aos valores supremos da Constituição"

Candidatos à Presidência da República derrotados no primeiro turno deram declarações à imprensa neste domingo (28).

O terceiro colocado na disputa ao Palácio do Planalto, Ciro Gomes (PDT), disse em Fortaleza que não acredita na restauração da paz política: “a minha posição é a mesma de antes. Eu atravessei esse quadro todo porque acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba. Espero muito que eu esteja errado e que aquele amanhã vitorioso possa desarmar essa bomba por si, entretanto eu não acredito”.

Ciro Gomes declarou que a polarização está destruindo a economia brasileira e “agravando a condição social do povo mais pobre”.

Após votar na zonal sul de São Paulo, Geraldo Ackmin, presidente do PSDB e candidato derrotado no primeiro turno à Presidência, disse que as eleições fortalecem a democracia brasileira: “todo poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido. Hoje quem fala é o eleitor, é dia de ouvir, qualquer que seja o resultado”.

À noite, Alckmin emitiu uma nota parabenizando os candidatos eleitos. O ex-governador afirmou ter esperança de que este “seja o início de um período de respeito aos valores supremos da Constituição e de renovação do compromisso fundamental de construção de uma sociedade mais livre, justa e solidária”.

O candidato derrotado do MDB, Henrique Meirelles, afirmou que depois das eleições é necessário unir o país: “a melhor forma é do crescimento, criação de emprego, aumento da renda. Isso é a única maneira de desenvolver o país”.

Meirelles também declarou que não tem planos de participar do próximo Governo. Depois do resultado, o ex-ministro da Fazenda parabenizou Jair Bolsonaro e disse que o novo presidente deve retomar a discussão sobre reformas fundamentais.

Marina Silva, candidata derrotada da Rede, cumprimentou o candidato do PSL, mas afirmou que vai fazer oposição ao presidente eleito. A ex-senadora ainda defendeu “que o resultado eleitoral seja acatado com serenidade e que todos os brasileiros e brasileiras assumam a política como o território legítimo da resolução de divergências e do debate de projetos e ideias para o bem do país”.

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*Informações do repórter Afonso Marangoni